Cientistas da USP desenvolvem nova tecnologia que revoluciona rejuvenescimento facial sem agulhas e sem dor

Estudo da USP aponta alternativa não invasiva para rejuvenescimento facial, com uso de ácido hialurônico e ondas de choque

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Cientistas da USP desenvolvem nova tecnologia que revoluciona rejuvenescimento facial sem agulhas e sem dor
(Foto: Reprodução/Pexels)

Uma nova tecnologia desenvolvida no interior de São Paulo pode abrir caminho para tratamentos estéticos menos invasivos e mais confortáveis para quem busca rejuvenescimento facial.

A proposta combina ácido hialurônico aplicado sobre a pele com ondas de choque de alta intensidade e alta frequência.

O estudo foi conduzido por pesquisadores ligados ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e avaliou 55 mulheres, com idades entre 35 e 82 anos. As participantes passaram por três sessões, realizadas com intervalo de sete dias entre cada aplicação.

A técnica utiliza um equipamento capaz de gerar ondas ultrassônicas por meio de pulsos de laser. Segundo os pesquisadores, esse processo ajuda o ácido hialurônico a alcançar camadas mais profundas da pele, sem a necessidade de agulhas.

Os melhores resultados foram observados nos grupos que receberam a combinação entre o ácido hialurônico tópico e o equipamento ultrassônico.

As participantes apresentaram melhora na hidratação, textura, luminosidade, firmeza e uniformidade da pele, além de redução de linhas de expressão e rugas.

Outro ponto destacado no estudo foi o conforto do procedimento. Todas as voluntárias classificaram o tratamento como indolor, e entre 90% e 100% responderam positivamente sobre eficácia, intenção de repetir a técnica e recomendação do método.

Apesar dos resultados animadores, os próprios autores ressaltam que a pesquisa ainda é inicial. Novos estudos, com grupos maiores e acompanhamento por mais tempo, são necessários para confirmar a eficácia clínica e ampliar a aplicação da tecnologia na medicina estética.

A inovação também rendeu reconhecimento nacional ao IFSC/USP. O projeto recebeu o primeiro lugar em uma premiação da parceria Embrapii/Sebrae, durante encontro realizado em Brasília, em dezembro de 2025.

Embora a técnica seja apontada como promissora, qualquer procedimento estético deve ser avaliado por um profissional habilitado, especialmente em casos de condições de pele, alergias ou tratamentos dermatológicos em andamento.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias