Cientistas da USP desenvolvem nova tecnologia que revoluciona rejuvenescimento facial sem agulhas e sem dor
Estudo da USP aponta alternativa não invasiva para rejuvenescimento facial, com uso de ácido hialurônico e ondas de choque

Uma nova tecnologia desenvolvida no interior de São Paulo pode abrir caminho para tratamentos estéticos menos invasivos e mais confortáveis para quem busca rejuvenescimento facial.
A proposta combina ácido hialurônico aplicado sobre a pele com ondas de choque de alta intensidade e alta frequência.
O estudo foi conduzido por pesquisadores ligados ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e avaliou 55 mulheres, com idades entre 35 e 82 anos. As participantes passaram por três sessões, realizadas com intervalo de sete dias entre cada aplicação.
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A técnica utiliza um equipamento capaz de gerar ondas ultrassônicas por meio de pulsos de laser. Segundo os pesquisadores, esse processo ajuda o ácido hialurônico a alcançar camadas mais profundas da pele, sem a necessidade de agulhas.
Os melhores resultados foram observados nos grupos que receberam a combinação entre o ácido hialurônico tópico e o equipamento ultrassônico.
As participantes apresentaram melhora na hidratação, textura, luminosidade, firmeza e uniformidade da pele, além de redução de linhas de expressão e rugas.
Outro ponto destacado no estudo foi o conforto do procedimento. Todas as voluntárias classificaram o tratamento como indolor, e entre 90% e 100% responderam positivamente sobre eficácia, intenção de repetir a técnica e recomendação do método.
Apesar dos resultados animadores, os próprios autores ressaltam que a pesquisa ainda é inicial. Novos estudos, com grupos maiores e acompanhamento por mais tempo, são necessários para confirmar a eficácia clínica e ampliar a aplicação da tecnologia na medicina estética.
A inovação também rendeu reconhecimento nacional ao IFSC/USP. O projeto recebeu o primeiro lugar em uma premiação da parceria Embrapii/Sebrae, durante encontro realizado em Brasília, em dezembro de 2025.
Embora a técnica seja apontada como promissora, qualquer procedimento estético deve ser avaliado por um profissional habilitado, especialmente em casos de condições de pele, alergias ou tratamentos dermatológicos em andamento.
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