Fim da escala 6×1: advogado lista 10 profissões que podem sentir mudança direto na rotina

Mudança ainda depende do Senado, mas já acende alerta para trabalhadores que atuam seis dias por semana

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Fim da escala 6×1: advogado lista 10 profissões que podem sentir mudança direto na rotina
(Foto: Reprodução)

A rotina de quem trabalha seis dias por semana e descansa apenas um pode passar por uma mudança importante nos próximos meses. O tema avançou no Congresso e reacendeu dúvidas entre trabalhadores de diferentes áreas.

Embora muita gente associe a discussão a profissões específicas, o ponto principal não está no cargo ocupado. O que define o possível impacto é a escala de trabalho adotada pela empresa.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (27), em dois turnos, a PEC 221/19, que prevê o fim da escala 6×1, dois dias de descanso remunerado por semana e redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. O texto agora segue para análise do Senado Federal.

Com base em informações publicadas no Instagram do advogado Clebesom Block, algumas profissões podem sentir mais diretamente a mudança por serem frequentemente associadas à escala 6×1.

Entre elas estão auxiliar de limpeza, camareira de hotel, trabalhador de supermercado, auxiliar de cozinha, atendente de padaria, operador de telemarketing, frentista, porteiro, entregador registrado CLT e auxiliar de logística ou estoque.

No entanto, a possível mudança não vale por profissão, mas pela jornada praticada. Ou seja, qualquer trabalhador que cumpra escala de seis dias de trabalho por um de descanso pode ser impactado caso a proposta seja aprovada definitivamente e promulgada.

Conforme a Agência Brasil, no segundo turno de votação na Câmara, a proposta recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. No primeiro turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.

Pelo texto aprovado pelos deputados, a implementação ocorreria de forma gradual. Após dois meses da publicação da futura emenda constitucional, passariam a valer dois dias de descanso remunerado por semana e jornada de 42 horas semanais. Depois de mais um ano, a carga chegaria a 40 horas por semana.

Apesar do avanço, a regra ainda não está valendo. Como se trata de uma PEC, o texto precisa passar pelo Senado, onde também deve ser analisado e votado antes de eventual promulgação.

Na prática, o debate envolve mais do que a contagem de horas trabalhadas. Para defensores da mudança, a redução da escala está ligada a descanso, saúde, convivência familiar e qualidade de vida.

Já empresas e setores econômicos acompanham o tema com atenção por causa da necessidade de reorganizar turnos, equipes e custos.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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