Estudantes podem ter aulas até janeiro de 2027 com mudança no calendário escolar

Greve de professores em Belo Horizonte pode alterar reposição de aulas e empurrar parte do ano letivo para 2027

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Estudantes podem ter aulas até janeiro de 2027 com mudança no calendário escolar
(Foto: Agência Brasil)

O calendário escolar costuma seguir uma rotina conhecida por pais, alunos e professores. As aulas começam no início do ano, passam pelo recesso de julho e terminam, geralmente, em dezembro. Porém, em Belo Horizonte, esse planejamento pode sofrer uma mudança importante em 2026.

A greve dos professores da rede municipal da capital mineira abriu a possibilidade de o ano letivo ser estendido até o início de 2027. A paralisação começou no dia 27 de abril e envolve reivindicações como reajuste salarial, melhores condições de trabalho e contratação de mais professores concursados.

De acordo com O Tempo, a Prefeitura de Belo Horizonte avalia a reposição das aulas perdidas durante a greve. Com isso, parte dos estudantes pode ter o calendário escolar reorganizado para cumprir a carga horária obrigatória.

A principal razão está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que determina o mínimo de 200 dias letivos e 800 horas de aula por ano na educação básica.

Quando há paralisações prolongadas, redes de ensino precisam reorganizar o calendário para tentar garantir esse cumprimento. Em Belo Horizonte, a prefeitura informou que a reposição não deve ocorrer aos sábados para os dias não trabalhados.

No Ensino Fundamental e na Educação de Jovens e Adultos (EJA), a compensação ficaria restrita aos dias úteis e aos períodos de recesso escolar de julho e outubro.

Ainda segundo a publicação, um documento enviado pela prefeitura aos servidores informou que as férias coletivas dos professores, previstas para o período de 28 a 31 de julho de 2026, seriam adiadas para 28 a 31 de dezembro de 2026.

Além disso, profissionais que aderiram à greve podem ter os dias de paralisação descontados da folha de ponto de abril.

Na prática, a possível mudança no calendário escolar pode alterar a rotina de milhares de famílias. Caso a reposição avance para 2027, estudantes podem ter menos tempo de descanso antes do início do próximo ano letivo.

Por enquanto, a situação ainda depende dos desdobramentos da greve e das decisões da prefeitura. Mesmo assim, o caso já acende um alerta sobre os impactos que paralisações longas podem causar na educação pública.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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