Churrasco bom precisa de picanha? 4 carnes que são tão boas quanto ela, segundo chefs
Alguns cortes podem surpreender na brasa e entregar sabor, maciez e suculência sem depender da escolha mais óbvia

Para muita gente, falar em churrasco é quase a mesma coisa que falar em picanha. O corte virou símbolo da brasa brasileira, aparece como protagonista em reuniões de família e costuma ser um dos primeiros pedidos no açougue.
Mas a verdade é que um bom churrasco não precisa depender apenas dela.
Embora a picanha tenha fama merecida pela capa de gordura e pela maciez, chefs costumam lembrar que outros cortes também podem entregar sabor intenso, boa suculência e uma experiência tão marcante quanto.
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A diferença está em saber escolher a peça certa, respeitar o tempo de preparo e entender como cada carne se comporta na churrasqueira.
Algumas precisam de fogo alto e preparo rápido. Outras pedem paciência, calor indireto e tempo suficiente para a gordura derreter aos poucos.
Confira 4 carnes que podem ser tão boas quanto a picanha no churrasco:
1. Fraldinha
A fraldinha é uma das carnes mais queridas por chefs e churrasqueiros por causa do sabor marcante.
Apesar de ter fibras aparentes, ela fica muito macia quando é preparada corretamente e cortada contra as fibras.
Na churrasqueira, funciona bem em peça inteira ou em bifes mais altos.
O ideal é não passar demais do ponto, para preservar a suculência. Com sal grosso e brasa forte, já entrega um resultado digno de corte nobre.
2. Bife ancho
Retirado do contrafilé, o bife ancho é uma opção muito valorizada por quem busca sabor e maciez.
Ele tem boa quantidade de gordura entremeada, o que ajuda a manter a carne úmida durante o preparo.
Esse corte combina bem com fogo alto, crosta dourada por fora e interior mais rosado.
Para chefs, é uma das melhores escolhas para quem quer um churrasco mais sofisticado sem ficar preso à picanha.
3. Cupim
Tradicionalmente feito no bafo ou em cozidos de longa duração, o cupim também pode ser assado lentamente na churrasqueira.
Sua principal característica é a gordura entremeada, que derrete durante o cozimento e deixa a carne extremamente macia e saborosa.
Por exigir um preparo mais longo, o cupim pede paciência e fogo controlado.
Ainda assim, o resultado costuma valer a pena, especialmente para quem quer uma carne marcante, suculenta e diferente dos cortes mais óbvios.
4. Costela
A costela é a prova de que um churrasco memorável nem sempre depende de cortes rápidos.
Ela exige mais tempo, mas entrega sabor profundo, gordura bem derretida e carne macia quando feita com paciência.
O segredo está no fogo controlado e no preparo lento. Com o tempo certo, a carne se solta do osso e ganha uma textura difícil de competir.
É uma escolha ideal para quem quer impressionar sem recorrer à picanha.
No fim, a picanha continua sendo um clássico, mas não precisa ser a única estrela da churrasqueira.
Fraldinha, bife ancho, maminha e costela mostram que um bom churrasco depende menos da fama do corte e mais da escolha certa, do ponto correto e do cuidado na brasa.
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