A melhor carne para cozinhar quando costela não for uma opção, segundo açougueiros
Alguns cortes podem surpreender na panela e entregar sabor, maciez e caldo encorpado sem depender da escolha mais óbvia

A costela é uma das carnes mais lembradas quando o assunto é comida de panela bem feita. Ela tem gordura, sabor marcante e aquela textura que fica macia depois de um cozimento lento.
Por isso, costuma aparecer em receitas de almoço de domingo, cozidos, caldos e pratos mais encorpados.
Mas nem sempre a costela está disponível, cabe no orçamento ou combina com o tempo que a pessoa tem para cozinhar.
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Nesses casos, segundo açougueiros, existe um corte que pode assumir muito bem esse papel e ainda entregar um resultado cheio de sabor.
A carne indicada é o acém.
Apesar de ser visto por muita gente como um corte simples, ele é uma das melhores opções para cozinhar quando a costela não for uma alternativa.
Retirado da parte dianteira do boi, o acém tem fibras mais firmes, mas também conta com boa quantidade de gordura e colágeno.
Isso faz com que ele precise de cozimento mais longo, porém fique muito saboroso quando preparado do jeito certo.
Na panela, o acém absorve bem os temperos e combina com alho, cebola, tomate, louro, pimentão, cenoura, batata e molhos mais encorpados.
Quando cozido com calma, ele fica macio, suculento e pode até desmanchar no prato.
A grande vantagem em relação à costela é a versatilidade. O acém pode ser usado em carne de panela, picadinho, ensopado, carne desfiada, molho para massas, recheios e até caldo mais reforçado.
Além disso, costuma ser mais fácil de encontrar no açougue e pode render bastante.
Segundo açougueiros, o segredo é não tratar o acém como uma carne para preparo rápido.
Ele não é o melhor corte para bife feito às pressas, pois pode ficar duro. A melhor forma de aproveitar o sabor é cozinhar na pressão ou em fogo baixo, com líquido suficiente para amaciar as fibras.
Outro cuidado importante é pedir o corte no tamanho certo. Para carne de panela, cubos médios ou grandes funcionam melhor, porque ajudam a manter a suculência durante o cozimento.
Já para desfiar, pedaços maiores podem ser mais interessantes.
Também vale observar a aparência da peça. Um bom acém deve ter cor viva, gordura equilibrada e aspecto fresco.
Peças muito secas, escurecidas ou com cheiro forte devem ser evitadas.
No fim, a costela continua sendo uma carne poderosa para preparos demorados, mas não é a única capaz de entregar sabor e maciez na panela.
Quando bem escolhido e bem cozido, o acém pode surpreender e virar uma opção certeira para quem quer uma refeição caseira, econômica e cheia de personalidade.
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