Homem é preso após usar inteligência artificial para se passar por policial militar em Goiás
Denúncia de uma ex-companheira levou à descoberta do caso. Investigado alegou ter usado IA para criar imagens em que aparecia com o uniforme da corporação

Um homem foi preso nesta terça-feira (16), em Aparecida de Goiânia, suspeito de fingir ser policial militar e usar inteligência artificial para reforçar a falsa identidade. Ele recorria à tecnologia para fraudar documentos e produzir fotografias nas quais aparecia usando o uniforme da Polícia Militar (PM) de Goiás.
A investigação começou após uma denúncia feita por uma ex-companheira. Segundo ela, durante o período em que mantiveram um relacionamento, o homem dizia integrar a corporação e afirmava ocupar a patente de 2º sargento do 42º Batalhão.
Após descobrir que ele não seria policial, a mulher passou a receber ameaças para que não comentasse o assunto com outras pessoas.
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De acordo com o relato, o suspeito costumava exibir fotografias usando fardamento operacional da corporação e uma suposta identidade funcional. As imagens eram divulgadas nas redes sociais.
Diante das informações, equipes policiais foram até a residência do investigado, no Residencial Terra Prometida, em Aparecida de Goiânia.
Ao chegar ao local, os militares determinaram que ele saísse do imóvel para averiguação. O homem teria desobedecido à ordem e tentado fugir, pulando o muro da residência.
As equipes iniciaram a perseguição e conseguiram localizá-lo em um imóvel vizinho após autorização da moradora.
Durante as buscas realizadas na residência do suspeito, os policiais procuraram fardamentos e armas mencionados na denúncia. No entanto, nenhum dos objetos foi encontrado.
Questionado sobre as acusações, o homem afirmou que dizia ser policial militar para ajudar uma ex-companheira em situações envolvendo abordagens policiais.
Foi aí então que ele também alegou ter criado, com o uso de inteligência artificial, as imagens em que aparece usando uniforme.
O investigado foi levado à Central de Flagrantes, onde o caso passou a ser apurado pelos crimes de falsidade ideológica e desobediência.
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