Mudança na Lei do Silêncio: regra das 22h deixa de valer em diversas cidades brasileiras
Discussão sobre Lei dos Silêncio ganha força e mostra como cidades brasileiras passaram a tratar o sossego público com mais critérios

Por muito tempo, a chamada Lei do Silêncio foi resumida a uma ideia simples: depois das 22h, o barulho estaria proibido.
No entanto, essa interpretação vem sendo revista em várias cidades brasileiras, que passaram a adotar critérios mais técnicos para lidar com reclamações de ruído.
A mudança não significa que festas, bares, obras ou som alto estejam liberados durante a madrugada. O ponto central é outro: o horário das 22h deixou de ser visto como uma regra absoluta para definir se houve ou não perturbação do sossego.
O que realmente muda
Na prática, o barulho pode ser considerado irregular antes mesmo das 22h, dependendo da intensidade, do local e do impacto causado à vizinhança.
Municípios têm autonomia para estabelecer normas próprias sobre ruídos urbanos, funcionamento de estabelecimentos, zoneamento e limites de decibéis.
Além disso, a legislação federal não fixa um horário único para todo o país. A Lei de Contravenções Penais prevê punição para quem perturba o trabalho ou o sossego alheio, enquanto normas ambientais tratam o excesso de ruído como um problema ligado à saúde e ao bem-estar coletivo.
Cidades adotam regras próprias
Em capitais como São Paulo (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES), a fiscalização considera fatores como período do dia, tipo de atividade, área da cidade e reincidência.
Em alguns casos, o horário das 22h ainda aparece como referência para limites noturnos, mas não funciona como autorização automática para barulho antes disso.
Para moradores, a orientação é acionar os canais oficiais da prefeitura e registrar informações como endereço, horário, frequência e origem do ruído.
Para estabelecimentos, a atenção deve ser redobrada, já que alvará de funcionamento não dispensa o cumprimento das regras sonoras.
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