Ministro do TCU chama Triunfo Concebra de “pior concessionária do Brasil” e defende acordo para encerrar concessão

Bruno Dantas afirmou que rejeitar a proposta pode manter a empresa administrando trechos de rodovias que passam por Goiás

Lara Duarte -
Ministro Bruno Dantas defendeu a saída da Triunfo Concebra da concessão das BRs 060, 153 e 262. (Foto: Captura de tela/YouTube/Triunfo Concebra/Divulgação)
Ministro Bruno Dantas defendeu a saída da Triunfo Concebra da concessão das BRs 060, 153 e 262. (Foto: Captura de tela/YouTube/Triunfo Concebra/Divulgação)

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, defendeu a aprovação do acordo que prevê a saída da Triunfo Concebra da administração de trechos das BRs 060, 153 e 262, no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

Durante sessão realizada nesta quarta-feira (1º), ele afirmou que rejeitar a proposta pode prolongar a permanência da concessionária nas rodovias por até dez anos.

Na avaliação do ministro, o acordo é a alternativa mais rápida para encerrar um impasse que se arrasta há anos e permitir uma nova licitação dos trechos administrados pela empresa.

Durante o julgamento, Dantas concordou com uma crítica feita anteriormente pelo ministro Walton Alencar Rodrigues e classificou a Concebra como “a pior concessionária que o Brasil já teve”.

Segundo ele, a empresa continua operando parte das rodovias mesmo sem um contrato em vigor, amparada por decisões judiciais.

“Se este plenário arquivar esta proposta de solução consensual, [a empresa] passará mais três, quatro, cinco, 10 anos prestando péssimo serviço porque está amparada por decisões judiciais˜, afirmou.

 

 

Sobre o acordo

O ministro também destacou que a proposta estabelece uma medida inédita. Segundo ele, a Triunfo Concebra e empresas ligadas ao grupo não poderão participar da futura licitação da concessão.

Dantas afirma que a cláusula busca evitar que a mesma empresa retome a administração do trecho após a relicitação.

Além disso, ele defendeu os termos financeiros do acordo, afirmando que eles são necessários para encerrar o impasse e permitir que uma nova empresa assuma as rodovias.

Relator mudou de voto

Inicialmente, o relator do processo, ministro Jorge Oliveira, havia se manifestado contra o acordo. No entanto, após os debates em plenário e as argumentações aberta por Bruno Dantas, ele alterou seu posicionamento e votou pela aprovação da solução consensual.

A proposta é considerada pelo Governo Federal como o caminho para acelerar a relicitação da Rota do Pequi, trecho administrado pela concessionária que abrange o Distrito Federal e trechos goianos da BR-060 e BR-153, passando por municípios como Anápolis, Alexânia e Goiânia.

Concessionária não comenta

Procurada pelo Portal 6, a Triunfo Concebra informou que o processo tramita sob termo de confidencialidade firmado durante as negociações conduzidas pela Secretária de Controle Externo (Sedex) do TCU.

Confira a nota na íntegra:

“A Triunfo Concebra informa que o processo da SECEX demandou um termo de confidencialidade, e o mesmo ainda não chegou ao fim, por isso não cabe no momento um pronunciamento da Concessionária.”

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Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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