PC prende mulher que fugia com cartão do pai cadeirante, abandonado há três dias em Goiânia
Vários crimes foram atribuídos à suspeita, que foi em cana flagrantemente
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A sequência da Operação Desumanus, da Polícia Civil, demonstra a situação gravíssima do abandono de pessoas em uma fase da vida que elas mais precisam: a da velhice. E o pior, essa atitude, majoritariamente, é feita por familiares próximos.
Isto foi observado na realização da 15ª edição da ação da Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (DEAI) – 1ª DRP, que nesta terça-feira (25), prendeu em flagrante de uma mulher, de 52 anos.
Ela é suspeita de maus-tratos, abandono material e exploração financeira contra o próprio pai, de 73 anos, um idoso em situação de vulnerabilidade. O crime ocorreu na Vila Canaã, em Goiânia.
As investigações identificaram que o idoso, cadeirante e completamente dependente de cuidados diários para sua alimentação, higiene e administração de medicamentos, teria sido abandonado pela mulher, desde o final de semana passado.
Nessa situação, o vulnerável teria passado o período sentado na cadeira de rodas, sem alimentação, sem água e sem condições mínimas de higiene, chegando a fazer suas necessidades em si mesmo, exalando fortes odores.
Tudo isso teria provocado a percepção da proprietária do imóvel, uma quitinete. Assim, com o auxílio de vizinhos, foram os primeiros a prestar socorros ao idoso, oferecendo-lhe banho e alimentação.
Na sequência, a equipe da DEAI foi acionada e, após tomar as providências necessárias para o cuidado imediato do idoso, iniciou as diligências para localizar a autora dos crimes.
A suspeita foi localizada se preparando para fugir com o namorado e com o cartão do idoso. Durante a abordagem, ela teria dito aos policiais que não tinha responsabilidades pelo cuidado do pai.
Desta forma, a autora foi autuada pelos crimes de maus-tratos, abandono material e exploração financeira e solicitada a conversão do flagrante em prisão preventiva.
Os fatos foram narrados pelo delegado Alexandre Bruno, que considerou o que percebeu diante o caso de abandono. “Sem nenhum tipo de tratamento que pudesse ser humano naquela situação”, resumiu.