Servidores que recebiam sem trabalhar estão procurando a Prefeitura dizendo que estão “curados”, diz Márcio Corrêa
Movimento ocorre horas após o prefeito de Anápolis ter denunciado farra dos atestados e abertura de PADs

Poucas horas depois de denunciar um rombo de R$ 27 milhões nos cofres públicos de Anápolis, atribuído a fraudes em licenças médicas, o prefeito Márcio Corrêa (PL) afirmou ter notado um comportamento que classificou como incomum dentro da Administração Municipal.
Em vídeo publicado na tarde desta sexta-feira (16), Márcio disse que vários servidores passaram a procurar o setor de perícia da Prefeitura com o objetivo de anular atestados e retornar ao trabalho. Segundo ele, os funcionários alegam estar “curados” de forma repentina.
Com ironia, o prefeito descreveu a movimentação como uma onda de “milagres” e afirmou que nunca havia presenciado algo semelhante. “A quantidade de vidas curadas essa noite foi a primeira vez que eu vejo”, declarou.
Ainda conforme o prefeito, os servidores agora dizem que gostam de trabalhar e querem ajudar a gestão municipal, mesmo diante de um cenário que ele classificou como difícil.
A fala ocorre após a divulgação de uma auditoria interna que aponta que, apenas em 2025, o município teria sido obrigado a arcar com 101.529 dias de licenças consideradas irregulares.
De acordo com as informações apresentadas pelo prefeito, parte dos afastamentos era usada para atividades fora do serviço público, como trabalho na iniciativa privada, prestação de serviços para outros municípios e até cursos realizados fora do país.
Também foram relatados casos de afastamentos prolongados, que teriam chegado a oito anos, com pagamento integral sob justificativa de cuidados com parentes.
Márcio reforçou que a gestão manterá postura rígida contra as irregularidades e voltou a ironizar o movimento. “Eu não sei quem foi o santo, mas muitas vidas hoje já foram curadas”, afirmou.
Para “colocar ordem na casa”, a Prefeitura confirmou a abertura de Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra os envolvidos.
Além disso, os casos serão encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Civil, com objetivo de responsabilização e ressarcimento do dinheiro público aos cofres de Anápolis.
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