Nova tendência substitui carvão e lenha nos churrascos e promete preparo rápido

Tecnologia reduz fumaça, acelera o preparo e leva o churrasco para espaços antes impensáveis, sem abandonar o sabor que virou tradição

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Nova tendência substitui carvão e lenha nos churrascos e promete preparo rápido
(Foto: Captura de Tela/YouTube)

O cheiro de fumaça e o tempo longo diante da brasa sempre fizeram parte do imaginário do churrasco argentino. Mas, em 2026, esse cenário começa a mudar. Sem alarde, uma nova forma de preparar o assado ganhou espaço e virou mania em casas, varandas e até apartamentos. O carvão e a lenha, símbolos do ritual, estão sendo deixados de lado para dar lugar à tecnologia.

A transformação não significa o fim do costume, mas uma adaptação ao ritmo da vida urbana.

Com menos tempo, menos espaço e mais restrições ao uso de fogo aberto, muitos argentinos passaram a buscar soluções que mantivessem o sabor do churrasco sem a complexidade do método tradicional.

Churrasqueiras elétricas, a gás e, principalmente, as modelos a pellet se tornaram protagonistas dessa mudança.

O principal atrativo está na praticidade: enquanto a brasa pode levar longos minutos até atingir o ponto certo, os equipamentos modernos ficam prontos rapidamente e permitem controle preciso da temperatura. Isso reduz erros, facilita o preparo e diminui a sujeira.

Entre as alternativas, as churrasqueiras a pellet chamam atenção por unir inovação e sustentabilidade. Elas utilizam pequenos cilindros de madeira compactada, produzidos a partir de resíduos da indústria madeireira.

O resultado é uma queima mais limpa e controlada, com aroma defumado que se aproxima bastante do churrasco feito na lenha — fator decisivo para conquistar até os mais exigentes.

Com sistemas digitais e ventilação interna, esses equipamentos funcionam quase como defumadores inteligentes.

É possível manter o cozimento lento, alcançar resultados uniformes e preparar carnes por longos períodos sem a necessidade de vigilância constante. Tudo isso com menos fumaça no ambiente.

Essa característica, aliás, ajudou a popularizar a tendência. Em muitas cidades argentinas, o uso de carvão é restrito ou até proibido em prédios residenciais.

As novas churrasqueiras ampliaram o acesso ao asado, permitindo que ele aconteça em apartamentos, varandas pequenas e áreas comuns com regras mais rígidas.

A mudança, no entanto, não passa sem debate. Para os mais tradicionais, o sabor da brasa ainda é insubstituível.

Para outros, o verdadeiro espírito do churrasco está no encontro, na conversa e no tempo compartilhado — independentemente da fonte de calor.

Na prática, a nova tendência não elimina o ritual que define o churrasco argentino. Ela apenas o reinventa. O fogo continua presente, mas agora guiado por botões, sensores e tecnologia, mostrando que tradição e modernidade podem dividir a mesma grelha.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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