Adeus, motoristas de aplicativo: tecnologia que chega aos carros promete revolucionar os próximos anos

Novas soluções de mobilidade ganham espaço nas cidades e já começam a mudar a forma como as pessoas se deslocam no dia a dia

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
carros autônomos é o futuro
Uma tecnologia que parecia distante já começa a mudar a forma como as pessoas se deslocam nas grandes cidades (Foto: Divulgação)

Durante anos, a ideia de entrar em um carro e ser levado ao destino sem ninguém dirigindo parecia distante. Era algo que muita gente via apenas em filmes e projetos futuristas.

Só que esse cenário está mudando rápido. Veículos autônomos já ganham espaço em testes avançados e até em operações controladas em algumas cidades fora do Brasil.

Esses carros usam sensores, câmeras e inteligência artificial para analisar o trânsito em tempo real. Eles identificam obstáculos, reconhecem sinalizações e tomam decisões sem precisar de um motorista no volante.

Especialistas apontam que esse avanço pode se tornar uma das maiores mudanças do setor desde a chegada dos aplicativos de transporte. Na época, os apps transformaram a mobilidade urbana e criaram uma fonte de renda para milhões de pessoas.

Agora, porém, o impacto pode ocorrer em outra direção. Se antes os aplicativos abriram vagas para motoristas, os carros autônomos podem reduzir essa necessidade no futuro.

A lógica é simples e direta. Se o veículo busca o passageiro, segue a rota e finaliza a corrida sozinho, o motorista deixa de ser peça essencial para o serviço funcionar.

Para as empresas, isso significa mais economia e mais controle da operação. Uma frota autônoma pode rodar por mais tempo e atender mais corridas ao longo do dia.

Além disso, essa tecnologia pode baratear viagens, principalmente em grandes centros urbanos. Isso tende a mudar o custo do transporte e a concorrência entre plataformas.

Mesmo com o avanço acelerado, a popularização desse tipo de carro ainda enfrenta desafios importantes. Ruas mal sinalizadas, trânsito desorganizado e infraestrutura precária dificultam o desempenho ideal dos sistemas.

Cada cidade também impõe obstáculos diferentes, o que exige adaptação constante da tecnologia. Além disso, autoridades ainda discutem quem assume a responsabilidade em caso de acidente.

Esse debate continua aberto quando um sistema automatizado toma as decisões no lugar do motorista.

Apesar disso, o cenário aponta para uma transição gradual que pode ganhar força nos próximos anos. Montadoras e grandes empresas de tecnologia seguem investindo pesado no setor.

Com isso, os carros autônomos podem se tornar cada vez mais comuns. Contudo, a mudança pode alterar a forma como as corridas são feitas e redefinir o papel dos aplicativos na mobilidade urbana.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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