Pente fino do INSS: saiba quem vai perder direito de receber o benefício

Revisão ficou mais dura, mira cadastros antigos e pode cortar pagamentos de quem não comprovar que ainda tem direito dentro do prazo

Layne Brito Layne Brito -
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(Foto: Arquivo/ Agência Brasil)

O pente fino do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou força e entrou em uma etapa mais rígida, com foco direto em benefícios que estão há muito tempo sem conferência.

A intenção é corrigir possíveis irregularidades e interromper pagamentos indevidos, garantindo que o dinheiro público continue sendo destinado apenas a quem realmente cumpre as exigências previstas em lei.

Na prática, corre o risco de perder o benefício quem for chamado para revisão e não responder, quem deixar de apresentar documentos solicitados ou quem tiver dados inconsistentes no cadastro.

Em muitos casos, o INSS inicia o processo com bloqueio ou suspensão do pagamento até que o segurado regularize a situação.

A revisão vem atingindo principalmente benefícios ligados à incapacidade, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, além de benefícios assistenciais, com destaque para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), quando há pendências no Cadastro Único (CadÚnico).

Também entram no radar casos em que o INSS identifica possível acúmulo irregular de benefícios, divergências em dados como CPF e suspeita de renda familiar acima do limite permitido para programas sociais.

Quem pode acabar suspenso na revisão do INSS

O bloqueio costuma acontecer quando o segurado não atende uma convocação oficial ou não consegue comprovar que continua dentro dos critérios do benefício.

Mesmo quem tem direito pode ser cortado temporariamente se não entregar o que foi pedido no prazo determinado.

Entre os motivos mais frequentes estão falta de documentação atualizada, ausência de exames recentes em benefícios por incapacidade, CadÚnico desatualizado no caso do BPC e inconsistências em dados de renda e composição familiar.

Como não cair no pente fino do INSS

Quem quer evitar dor de cabeça precisa ficar atento às comunicações do instituto e manter todas as informações corretas no sistema.

A convocação pode chegar de diferentes formas, como pelo aplicativo Meu INSS, por carta enviada ao endereço registrado ou até por mensagens no extrato bancário de pagamento.

Por isso, não adianta esperar “uma carta chegar” para agir. Se a notificação apareceu em um desses canais, ela já conta como aviso oficial e precisa ser respondida.

Nos benefícios por incapacidade, a melhor forma de evitar suspensão é ter em mãos laudos médicos recentes, exames atualizados e relatórios claros que comprovem a continuidade do problema de saúde.

Já para quem recebe o BPC, a recomendação é manter o CadÚnico atualizado e informar corretamente a situação da família, para que a análise não encontre divergências.

E se o benefício for bloqueado?

Se o pagamento for interrompido, ainda existem caminhos para tentar recuperar o benefício. O segurado pode enviar novamente a documentação exigida, apresentar recurso administrativo dentro do prazo ou solicitar uma revisão do caso pelo próprio INSS.

Quando a suspensão acontece de forma considerada injusta, também pode haver a alternativa de procurar a Justiça para pedir o restabelecimento do pagamento.

No fim das contas, a melhor defesa contra o pente fino é simples: acompanhar os avisos, manter o cadastro em dia e responder rapidamente sempre que o INSS solicitar atualização ou comprovação de dados.

Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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