Pai que usou IA para criar “nudes” da filha cantava em igreja de Anápolis e foi preso várias vezes, revela delegada
Titular da DPCA, Aline Lopes revelou ao Portal 6 que prisão ocorreu no momento em que suspeito chegava ao templo para celebração

Detalhes revelados pela Polícia Civil (PC) sobre o homem de 35 anos, preso em Anápolis por assediar a própria filha usando inteligência artificial, traçam o perfil de um criminoso que utilizava uma fachada religiosa para esconder um comportamento predatório.
Em entrevista ao Portal 6, a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), revelou que o suspeito era integrante do grupo de louvor de uma igreja na Vila Jaiara e cantava durante os cultos.
A prisão ocorreu justamente na noite deste domingo (25), no momento em que o indivíduo chegava ao templo para mais uma celebração.
A investigação apontou que o pai chegava a enviar fotos do próprio culto para a filha adolescente, tentando manter uma aparência de “homem de Deus”, enquanto, simultaneamente, utilizava as mensagens para importuná-la sexualmente e oferecer dinheiro em troca de relações.
“Desde 2009, ele é um frequentador assíduo da unidade prisional”, detalhou a delegada. A ficha do investigado é extensa e impressiona pela periculosidade, acumulando passagens por crimes graves como homicídio, roubo, tráfico de drogas e violência doméstica.
Em dezembro de 2009 foi detido em flagrante por tráfico de drogas. Ele permaneceu custodiado por quase três meses, ganhando a liberdade em fevereiro de 2010.
No entanto, o retorno ao crime ocorreu no final daquele mesmo ano. Em dezembro de 2010, foi preso novamente por atentar contra a segurança de meios de transporte, quando permanecendo detido por cerca de três semanas até ser liberado em 2011.
Após um intervalo de quase dez anos sem novos registros, o homem voltou a ser preso em setembro de 2020, cumprindo mandados de prisão temporária e preventiva que o mantiveram recluso por mais de 15 meses. Ele foi solto em dezembro de 2021 e preso novamente no domingo (25).
Em tempo
O suspeito utilizou ferramentas de inteligência artificial para criar montagens pornográficas com o rosto da filha. Ele enviava as fotos e apagava o conteúdo logo em seguida, acreditando que não deixaria rastros. No entanto, a adolescente gravou a tela do celular, registrando o crime em tempo real antes que as provas sumissem.
Com o material em mãos, a jovem denunciou o genitor, com quem nunca teve proximidade antes dele reaparecer alegando querer “retomar o vínculo”. Após a prisão na porta da igreja, o homem foi reconduzido à Unidade Prisional de Anápolis, onde agora aguarda o julgamento por mais este crime.
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