Homens com problemas no joelho podem ter direito a receber R$ 1.621 por mês
Valor é o salário mínimo vigente e pode ser pago em benefícios, como o BPC e alguns auxílios do INSS

Homens que sofrem com dor crônica ou limitações no joelho podem ter direito a receber um salário mínimo por mês por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), mesmo que nunca tenham pago INSS.
O benefício é destinado a pessoas com deficiência de longo prazo e em situação de vulnerabilidade social, e não exige contribuição previdenciária.
Para o BPC, o ponto principal não é o diagnóstico em si, mas o impacto da condição na vida diária.
Quando a dor ou limitação no joelho dificulta andar, subir escadas, permanecer em pé, trabalhar ou até sair de casa, a situação pode ser reconhecida como deficiência, desde que tenha caráter duradouro e seja comprovada por laudos médicos.
A concessão do benefício depende da apresentação de documentação médica detalhada.
Entre os documentos mais importantes estão o laudo do ortopedista, com indicação do CID e descrição das limitações na rotina, além de exames de imagem, como raio- x, ressonância ou ultrassom.
Relatórios de fisioterapia, receitas médicas, prontuários, uso de medicamentos contínuos e indicação de cirurgia, órtese ou bengala também ajudam a fortalecer o pedido.
O BPC é pago pelo INSS a pessoas com deficiência e a idosos com 65 anos ou mais, no valor de um salário mínimo mensal.
O benefício pode ser concedido mesmo que o companheiro receba aposentadoria de até um salário mínimo, que alguém da casa trabalhe com carteira assinada ganhando até esse valor ou que a família receba Bolsa Família.
Inclusive, é possível que mais de uma pessoa da mesma família receba o BPC, desde que cumpridos os requisitos.
Para ter direito, é necessário comprovar baixa renda e apresentar laudo médico que confirme a deficiência.
Embora a lei estabeleça um limite de renda por pessoa da família, a Justiça tem reconhecido o direito ao benefício mesmo quando esse valor é ultrapassado, desde que fique comprovada a situação de vulnerabilidade, como gastos elevados com remédios, alimentação ou moradia.
Por isso, quem enfrenta limitações sérias no joelho e vive em situação financeira difícil deve buscar informação e orientação adequada. Em muitos casos, o direito existe, mas deixa de ser solicitado por falta de conhecimento sobre as regras do BPC.
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