Registro inédito: onças são flagradas miando com seus filhotes no Parque Nacional do Iguaçu
Registro inédito no Parque Nacional do Iguaçu revela comunicação discreta usada por mães para proteger seus filhotes

Um estudo realizado no Parque Nacional do Iguaçu (PR) registrou, pela primeira vez, o miado da onça-pintada em ambiente natural.
O comportamento, até então observado apenas em cativeiro, foi descrito em artigo publicado na revista científica Behaviour.
As imagens e os áudios foram captados por armadilhas fotográficas — câmeras instaladas na natureza para registrar animais automaticamente, sem a presença de pesquisadores.
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O projeto foi realizado em parceria entre a Universidade de Salford, o Projeto Onças do Iguaçu — voltado à conservação da espécie no parque —, a Atlantic Technological University e o WWF-Brasil, organização dedicada à preservação da biodiversidade.
Segundo a bióloga Vania Foster, o miado é usado pela fêmea para se comunicar com os filhotes ao voltar da caça.
Como ainda não têm a laringe totalmente desenvolvida, eles não conseguem emitir o esturro, som forte e característico das onças adultas. Por isso, a mãe adapta a vocalização, isto é, o som que produz.
A pesquisa acústica apontou que os miados têm diversas funções e variações, mostrando diversas semelhanças com as interações entre humanos e seus bebês.
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