Avanço significativo: nova rodovia com 8 faixas promete cortar pela metade o tempo entre SP e RJ
Com oito faixas e 24 viadutos, duplicação de rodovia avança e pode praticamente dobrar a velocidade média no trecho

Quem já enfrentou a subida da Serra das Araras sabe: basta um caminhão perder o sentido para a ligação entre Rio e São Paulo travar.
Agora, o trecho mais crítico da Via Dutra começa a ganhar novas estruturas, e a promessa é mudar o ritmo da principal conexão rodoviária do país.
A duplicação da serra, entre Piraí e Paracambi (RJ), já ultrapassou a metade da execução. A concessionária RioSP fala em mais de 60% de avanço físico, enquanto o Ministério dos Transportes aponta cerca de 52%.
A diferença está nos critérios de medição, mas o consenso é que a obra entrou em fase decisiva.
O projeto reconfigura aproximadamente 16 quilômetros da rodovia, entre os km 225 e 233. O novo traçado prevê oito faixas — quatro por sentido —, acostamentos contínuos e 24 viadutos que somam cerca de 4,5 quilômetros de extensão.
A solução busca suavizar curvas, reduzir inclinações e eliminar o gargalo histórico criado ainda no início do século passado, quando o volume de veículos era muito menor.
Hoje, cerca de 390 mil veículos passam mensalmente pela Serra das Araras, e mais de um terço é composto por caminhões.
A combinação de curvas fechadas e declives longos aumenta o risco de congestionamentos e acidentes, especialmente envolvendo veículos pesados.
Quando concluída, a obra deve permitir velocidade regulamentada de até 80 km/h no trecho e pode praticamente dobrar a velocidade média em condições normais.
A entrega contratual prevê conclusão entre 2028 e 2029, embora haja expectativa de antecipação para 2027.
Se confirmadas as projeções, a nova Serra das Araras promete transformar não apenas a experiência do motorista, mas a logística do principal eixo econômico do Brasil.
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