Donas de casa estão trocando secadora comum por nova tecnologia que promete reduzir consumo em pelo menos 28%
Modelo com bomba de calor reaproveita energia térmica e surge como alternativa para quem quer economizar luz sem abrir mão da praticidade

Em tempos de conta de luz alta e rotina corrida, qualquer mudança que prometa economia real chama atenção.
E, agora, uma nova geração de secadoras começa a ocupar o espaço das versões elétricas tradicionais dentro de muitas casas e apartamentos.
O motivo? A tecnologia conhecida como bomba de calor, que promete reduzir o consumo de energia em pelo menos 28% quando comparada a modelos convencionais.
Além de funcionar sem necessidade de duto externo.
A troca não envolve apenas um “modo econômico”. Na verdade, o que muda é toda a lógica de funcionamento do aparelho.
O que muda da secadora comum para a bomba de calor?
Nas secadoras tradicionais, uma resistência elétrica aquece o ar de forma direta.
Esse ar quente circula no tambor para evaporar a umidade das roupas e, depois, o sistema precisa lidar com o vapor gerado — seja descartando o ar para fora, seja condensando a água.
Já a secadora com bomba de calor opera de forma diferente.
Ela utiliza um circuito semelhante ao de um ar-condicionado invertido, transferindo calor internamente e reaproveitando parte da energia térmica durante o ciclo.
Ou seja, em vez de aquecer continuamente como um forno, o equipamento reaproveita o calor já produzido.
Como resultado, tende a gastar menos eletricidade para remover a umidade das roupas — ainda que trabalhe com temperaturas mais baixas.
O que dizem os dados sobre economia
Segundo o programa ENERGY STAR, coordenado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, secadoras com bomba de calor certificadas podem consumir pelo menos 28% menos energia.
A estimativa considera a comparação com modelos padrão avaliados pelo próprio selo.
Além disso, materiais do próprio programa indicam que, em determinadas condições de teste, esses modelos podem usar até cerca de 70% menos energia do que secadoras convencionais.
No entanto, é importante destacar que o consumo real depende de fatores como:
- Frequência de uso
- Quantidade de roupa por ciclo
- Programa selecionado
- Umidade do ambiente
- Manutenção adequada
Portanto, embora os números sirvam como referência, a economia final varia conforme os hábitos da casa.
Instalação sem duto: vantagem para apartamentos
Outro ponto que explica a popularidade crescente da tecnologia é a instalação.
Diferentemente das secadoras ventiladas, que precisam de saída externa para liberar ar quente, os modelos com bomba de calor operam em circuito fechado.
Assim, não exigem duto.
Na prática, a umidade retirada das roupas se transforma em água condensada, que fica armazenada em um reservatório ou segue para um dreno, conforme o projeto do fabricante.
Para quem mora em apartamento pequeno ou em condomínio com restrições estruturais, isso representa uma vantagem importante.
Afinal, evita reformas e adaptações complexas.
Temperatura mais baixa e cuidado com os tecidos
Como o sistema não depende de ar extremamente quente para evaporar rapidamente a água, a secagem ocorre em temperaturas mais baixas.
Consequentemente, muitos materiais informativos associam esse processo a maior suavidade para os tecidos, reduzindo o desgaste provocado por calor excessivo.
Por outro lado, alguns usuários relatam ciclos um pouco mais longos.
Isso acontece justamente porque o aparelho trabalha com outra estratégia térmica, priorizando eficiência energética em vez de intensidade de calor.
Manutenção exige atenção
Apesar da proposta de economia, o desempenho depende de manutenção adequada.
Como o ar circula internamente, filtros de fiapos e componentes ligados à troca térmica precisam permanecer limpos.
Caso contrário, o aparelho pode perder eficiência e aumentar o consumo.
Portanto, seguir as recomendações do fabricante é parte essencial para que a promessa de redução de energia se confirme no dia a dia.
Vale a pena trocar?
A resposta depende da rotina de uso.
Em casas onde a secadora funciona com frequência, a redução de consumo pode fazer diferença significativa na conta de luz ao longo do tempo.
Além disso, a instalação simplificada amplia as possibilidades em espaços compactos.
Ainda assim, como destacam programas de eficiência energética, os percentuais divulgados servem como referência técnica, não como garantia universal.
A economia final sempre dependerá do contexto, do padrão de uso e dos cuidados com o equipamento.
Em linhas gerais, a tecnologia da bomba de calor surge como resposta direta a dois desafios domésticos cada vez mais presentes: custo de energia e falta de espaço.
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