O segredo das avós para fazer feijão: fica bem temperadinho e suculento
Detalhe no cozimento e um passo na finalização fazem o feijão ganhar aroma, caldo encorpado e tempero no ponto certo

Existe um cheiro que resolve metade do dia: feijão no fogo, borbulhando devagar, invadindo a cozinha e avisando que vem comida boa por aí. E, curiosamente, quase toda família jura que o melhor feijão é o da avó.
Não é nostalgia à toa. As avós entendem um segredo que muita gente ignora hoje: feijão não se faz com pressa e não se faz só com sal.
O que deixa o feijão “bem temperadinho” e com caldo suculento não é um tempero mirabolante. É a soma de dois cuidados simples, repetidos como ritual: colocar folha de louro no cozimento e finalizar com um refogado bem feito, daqueles que perfumam a casa inteira.
Quando esses passos entram em cena, o feijão ganha profundidade, aroma e textura de comida cuidada.
A folha de louro é o tempero silencioso do feijão. Ela não aparece, mas trabalha. No cozimento, o louro vai liberando aroma e deixando o caldo mais “redondo”, com um sabor mais completo.
É o tipo de detalhe que você não consegue apontar com precisão, só sente que está melhor.
O truque das avós é simples: colocar uma ou duas folhas junto com o feijão e deixar o cozimento fazer o resto. No final, é só retirar as folhas antes de servir.
Aqui está a alma do feijão. Quem só cozinha o grão na água e acerta o sal no final até consegue um feijão correto. Mas quem faz o refogado como manda a tradição entrega um feijão inesquecível.
O refogado clássico começa com cebola e alho, bem trabalhados até ficarem douradinhos e cheirosos sem queimar. Esse processo cria uma base de sabor que “gruda” no caldo e muda tudo: o feijão fica mais encorpado, mais perfumado e com aquele gosto de comida feita com carinho.
Depois do refogado pronto, entra o feijão cozido, junto com parte do caldo, para incorporar a base e engrossar levemente. É nessa hora que o prato fica suculento de verdade.
As avós não deixam o feijão virar sopa nem virar bloco. O ponto ideal é quando o caldo está encorpado, mas ainda leve, envolvendo os grãos.
Para chegar nisso, o segredo é cozinhar com caldo suficiente e, na finalização, amassar alguns grãos (pode ser com a colher mesmo) antes de misturar no refogado.
Isso dá cremosidade natural e deixa o feijão com aparência e textura mais ricas sem precisar adicionar nada “de fora”.
Outro hábito clássico é ajustar o sal quando o feijão já está macio. Isso evita que o grão fique teimoso no cozimento e ajuda a acertar o tempero com mais precisão.
No fim, o segredo das avós é uma aula de simplicidade: louro para perfumar, refogado para dar profundidade e cuidado com o ponto do caldo.
É assim que o feijão fica bem temperadinho, suculento e com aquele sabor que faz todo mundo pedir “só mais um pouquinho”.
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