Nova regra da CNH: exame prático deixa de ter falta eliminatória e passa a somar pontos

Mudança altera critérios de avaliação e promete transformar a experiência dos brasileiros que vão fazer sua CNH

Gustavo de Souza -
Nova regra da CNH: exame prático deixa de ter falta eliminatória e passa a somar pontos

Quem vai tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) encontrará uma mudança importante no exame prático.

A Resolução Contran nº 1.020/2025 alterou a forma de avaliação e substituiu o antigo sistema de “falta eliminatória” por um modelo baseado em pontuação acumulada.

Na prática, isso significa que o exame não termina automaticamente após um único erro classificado como grave. Agora, o resultado depende da soma total de pontos ao final do percurso.

Como funcionava antes

Pela regra anterior, prevista na Resolução nº 789/2020, o candidato era reprovado imediatamente se cometesse uma falta eliminatória. Além disso, a soma de pontos negativos não podia ultrapassar três pontos.

Ou seja, um único erro considerado incompatível com a condução segura encerrava a prova na hora.

Como funciona agora

Com a nova resolução, o candidato começa a prova com zero ponto. Cada infração cometida durante o trajeto soma pontos, conforme a gravidade:

  • Infração leve: 1 ponto
  • Infração média: 2 pontos
  • Infração grave: 4 pontos
  • Infração gravíssima: 6 pontos

Para ser aprovado, o candidato precisa terminar o exame com no máximo 10 pontos.

Isso quer dizer que a avaliação passa a considerar o desempenho ao longo de todo o percurso, e não apenas um erro isolado.

A prova pode ser interrompida?

Sim. Mesmo sem o termo “falta eliminatória”, a comissão avaliadora pode interromper o exame se o candidato demonstrar incapacidade técnica para conduzir com segurança ou apresentar instabilidade emocional que comprometa a avaliação.

Nesses casos, o exame é registrado como “não concluído”, sem atribuição de nota.

E a baliza?

A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) informou que a baliza deixou de ser uma etapa autônoma e eliminatória. A tendência é que a avaliação priorize o desempenho em situações reais de trânsito, incluindo manobras como estacionamento ao longo do percurso.

O que muda para quem vai fazer a prova

Na prática, o novo modelo exige regularidade e consistência durante todo o trajeto. O candidato precisa manter atenção contínua às regras de trânsito, sinalização e condução segura, já que cada infração soma pontos.

O sistema continua rigoroso, mas a avaliação passa a considerar o conjunto da direção apresentada, e não apenas um único erro decisivo.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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