Onde o tempo parou: conheça a vila sem bancos, sem asfalto e sem postes de luz que guarda algumas das praias mais bonitas do Brasil

Com ruas de areia, dunas móveis e paisagens marcantes, vila cearense preserva o clima de vila simples mesmo após virar destino internacional

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Conheça a vila sem bancos, sem asfalto e sem postes de luz que guarda algumas das praias mais bonitas do Brasil
(Imagem:: Ilustração/Captura de tela/YouTube/Rolê Família)

Entre dunas douradas e o mar aberto do litoral cearense, existe uma vila que parece ter parado no tempo, não por falta de desenvolvimento, mas por escolha.

Jericoacoara mantém ruas de areia e ausência de iluminação pública convencional, preservando um estilo de vida que contrasta com o ritmo acelerado das grandes cidades.

Localizada a cerca de 300 km de Fortaleza, a antiga vila de pescadores se transformou em um dos destinos turísticos mais desejados do Brasil. Mesmo com a fama internacional, o local continua fiel à simplicidade que marcou sua história.

O nome Jericoacoara tem origem no tupi yuruco cuara, expressão que pode ser traduzida como buraco das tartarugas, em referência à presença desses animais na região.

Registros históricos indicam que, ainda no século XVII, portugueses construíram um forte próximo ao serrote local para defender o território de invasões estrangeiras.

Durante muito tempo, a vila permaneceu isolada e praticamente desconhecida. A mudança começou a partir da década de 1970, quando viajantes aventureiros passaram a chegar à região em veículos improvisados, atraídos pelas paisagens naturais.

A importância ambiental da área levou o governo federal a criar, em 1984, uma Área de Proteção Ambiental. Em 2002, a região passou a integrar oficialmente o Parque Nacional de Jericoacoara, atualmente administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Hoje, Jericoacoara reúne cenários que impressionam visitantes de diferentes partes do mundo. Entre os pontos mais conhecidos estão a Pedra Furada, formação rochosa moldada pela erosão do vento e do mar, e a Duna do Pôr do Sol, onde moradores e turistas se reúnem diariamente para assistir ao entardecer no oceano.

Outros atrativos populares incluem a Lagoa do Paraíso, conhecida pelas águas cristalinas e pelas redes instaladas dentro da lagoa, e a Lagoa de Tatajuba, cercada por dunas e manguezais.

No trajeto entre os passeios, a chamada Árvore da Preguiça chama atenção pelo formato inclinado, resultado dos ventos constantes da região.

A vila também preserva características que reforçam seu charme. A energia elétrica chega por rede subterrânea, e os moradores optaram por não instalar postes de iluminação pública. À noite, o céu estrelado se torna parte da paisagem, enquanto restaurantes iluminam as mesas com velas.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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