Doação de sangue passa a ser remunerada e doadores recebem mais de R$ 3 mil por mês neste país
Doadores de plasma recebem nos EUA, impulsionando mercado global e levantando questionamentos sobre impactos sociais

Uma prática legal nos Estados Unidos tem chamado atenção por transformar a doação de um componente do sangue em fonte de renda para milhares de pessoas — embora nem tudo seja exatamente como parece à primeira vista.
No país, a doação de plasma sanguíneo pode ser remunerada, ao contrário da doação de sangue tradicional, que continua sendo voluntária.
O modelo permite que doadores recebam pagamentos regulares, que variam conforme a frequência e os programas de incentivo oferecidos pelas clínicas.
Em média, os valores podem chegar a algumas centenas de dólares por mês — o equivalente a cerca de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil — podendo ser maiores em períodos promocionais ou para novos doadores.
A coleta pode ocorrer até duas vezes por semana, já que o plasma é reposto mais rapidamente pelo organismo.
Mercado global concentrado
O sistema sustenta uma indústria bilionária. Os Estados Unidos concentram cerca de 60% a 70% da produção mundial de plasma, utilizado na fabricação de medicamentos essenciais para o tratamento de doenças raras, imunológicas e crônicas.
A expansão é visível também na estrutura: o país conta com centenas de centros especializados, e novas unidades continuam sendo abertas para atender à demanda crescente.
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