Mudanças trabalhistas em 2026: veja o que mudou e como isso afeta o trabalhador CLT

Advogado chama atenção para alterações na legislação já em vigor e para outras que ainda avançam no debate jurídico

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Veja as principais mudanças trabalhistas em 2026, como licença-paternidade, licença-maternidade, NR-1 e regras que afetam o trabalhador CLT.
(Foto: Jose Cruz/Agência Brasil)

As regras do trabalho vêm mudando no Brasil. Algumas já entraram em vigor. Outras ainda dependem de regulamentação, aplicação prática ou decisão da Justiça.

Em vídeo no Instagram, o advogado João Paulo Leite, do perfil @_joaopauloleite, chamou atenção para esse cenário e para os impactos sobre empresas e trabalhadores.

Entre os pontos confirmados, a licença-paternidade foi ampliada por lei. O aumento será gradual. A regra prevê 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029, com remuneração integral para segurados da Previdência.

Licenças ganham novas regras

A licença-maternidade também passou por ajuste. Desde o fim de 2025, a lei prevê mudança para casos de internação da mãe ou do recém-nascido. Nessa situação, o prazo pode ser prorrogado e considerar o período após a alta.

Além disso, a pauta trabalhista passou a olhar com mais atenção para a saúde mental. A NR-1 incluiu fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais.

A exigência começa em 26 de maio de 2026. No entanto, o governo informou que o início terá caráter educativo e orientativo.

Moto, feriados e risco de ação trabalhista

Para quem usa motocicleta no trabalho, o adicional de periculosidade já existe na CLT. O que mudou foi a atualização da NR-16, que detalha melhor os critérios para enquadrar ou afastar esse direito em determinadas atividades. O adicional continua em 30% sobre o salário-base.

Outro tema que segue no radar envolve o trabalho em feriados. A aplicação da regra depende do setor, de normas específicas e, em muitos casos, de negociação coletiva. Por isso, empresas e trabalhadores precisam acompanhar convenções e acordos com mais atenção.

Debate ainda deve crescer em 2026

A pejotização também segue no centro das discussões. O STF ainda deve enfrentar pontos importantes sobre a legalidade desse modelo e sobre regras processuais ligadas ao tema. Além disso, propostas como o fim da escala 6×1 continuam em debate público e legislativo.

Nesse cenário, a tendência é de mais atenção às relações de trabalho. Para o trabalhador CLT, isso significa acompanhar direitos e mudanças. Para as empresas, significa rever contratos, rotinas e obrigações antes que o problema vire processo.

 

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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