Gigante do varejo anuncia fechamento de 14 lojas e demissão em massa após acumular dívidas de R$ 200 milhões
Setor do varejo enfrenta juros elevados, queda nas vendas e revisão de investimentos em meio a um cenário mais desafiador

A combinação de juros elevados, retração nas vendas e aumento das despesas financeiras levou uma das maiores redes de materiais de construção do país a rever a operação no varejo no início de 2026.
A Lojas Quero-Quero encerrou 14 unidades durante o primeiro trimestre, período em que abriu apenas duas lojas. A companhia terminou março com 574 pontos de venda espalhados por cinco estados.
Prejuízo quase dobrou
O balanço oficial mostra que a varejista registrou prejuízo líquido de R$ 61,7 milhões entre janeiro e março. O resultado negativo cresceu 98,3% em comparação aos R$ 31,1 milhões perdidos no mesmo período de 2025.
- Rafael Nascimento, especialista em TI: “Agora é muito perigoso ligar para uma pessoa que tem iPhone”
- Quem assou carne no fim de semana pode garantir mistura para os próximos dias, ensina churrasqueiro
- Empresária ajudou a funcionária a manter o Bolsa Família, não assinou a carteira dela e acabou sendo processada por ela
Veículos regionais também noticiaram mais de 100 demissões relacionadas à reestruturação. O número foi atribuído a entidades representativas dos comerciários, mas não foi confirmado ou detalhado pela empresa nos documentos enviados ao mercado.
A Quero-Quero não divulgou a lista completa das unidades encerradas. Ao fim do trimestre, a rede mantinha 298 lojas no Rio Grande do Sul, 159 no Paraná, 84 em Santa Catarina, 18 em São Paulo e 15 em Mato Grosso do Sul.
Dívida exige ressalva
O valor próximo de R$ 200 milhões divulgado em reportagens sobre o caso não representa, tecnicamente, uma dívida acumulada. O balanço aponta dívida líquida negativa em R$ 204,6 milhões, indicando que o caixa e as aplicações superavam os empréstimos e financiamentos nesse critério.
Já a dívida líquida ajustada, que desconsidera recursos vinculados ao FIDC VerdeCard, chegou a R$ 393,9 milhões. A alavancagem ficou em 2,9 vezes o Ebitda acumulado em 12 meses.
Apesar do prejuízo, a receita líquida cresceu 3,7%, para R$ 696,4 milhões, impulsionada pelos serviços financeiros. As vendas do varejo recuaram 0,8%, enquanto os investimentos caíram 49,9%, para R$ 6,2 milhões.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






