Henrique Monteiro, médico e cozinheiro: “testei três temperos e esse foi, de longe, o mais próximo do frango assado de padaria”

Uma combinação simples de temperos pode trazer o gosto familiar de um frango de padaria direto para sua cozinha

Rebeca Ferreira Rebeca Ferreira -
Frango de padaria saboroso
(Imagem: Reprodua-ção/Youtube)

A pele bem dourada, o cheiro de tempero que toma conta do ambiente e aquela carne macia que praticamente solta do osso fazem o frango assado de padaria parecer difícil de reproduzir em casa. O problema é que, mesmo caprichando no alho, no sal e na páprica, o resultado doméstico muitas vezes fica com outro sabor.

Foi justamente essa diferença que levou o médico e cozinheiro Henrique Monteiro a colocar três temperos para frango assado de padaria lado a lado. Ele preparou combinações diferentes para descobrir qual chegaria mais perto daquele gosto característico das aves que ficam girando nas máquinas de padarias e rotisserias.

Três misturas foram colocadas à prova

Para o experimento, Henrique utilizou um frango inteiro de aproximadamente 1,6 kg.

A primeira versão seguiu uma linha mais tradicional, com sal, caldo de frango em pó, alho, cebola, salsinha, vinho branco, colorau e folhas de louro. Esses ingredientes também aparecem com frequência em receitas profissionais ou inspiradas em frangos vendidos em padarias.

Na segunda tentativa, ele partiu para um tempero seco inspirado no chamado chicken salt, reunindo sal, caldo de frango, alho e cebola em pó, páprica picante, pimenta-do-reino, sumagre, ervas e uma pequena quantidade de açúcar.

A mistura que mais se aproximou

A terceira combinação foi criada pelo próprio Henrique e acabou sendo mantida na etapa seguinte dos testes. A base reúne ervas secas, alho em pó, pimenta-do-reino, açúcar, sal e caldo de frango em pó. Para o mix de ervas, ele utiliza sálvia, manjerona e tomilho.

O caldo de frango em pó reforça o sabor da própria ave, enquanto alho, pimenta e ervas criam uma camada aromática. Já a pequena quantidade de açúcar ajuda no equilíbrio do tempero e também favorece o aspecto dourado durante o assamento.

O tempero não trabalha sozinho

Depois de chegar à mistura escolhida, Henrique continuou os testes para descobrir também a melhor forma de assar.

Em uma das técnicas, o frango é coberto com o tempero e permanece 12 horas descoberto na geladeira antes de ir ao forno. Ele também comparou assar diretamente a 200 °C com métodos que começam dourando a ave e utilizam temperaturas mais baixas por períodos maiores.

Essa etapa ajuda a explicar por que simplesmente juntar bons temperos nem sempre reproduz o resultado da padaria. O tempo de contato com a carne e a maneira de assar também interferem no sabor, na pele dourada e na suculência que fazem o frango abrir o apetite antes mesmo de chegar à mesa.

 

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