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Médicos que forjaram morte cerebral de criança só para retirar os órgãos vão a júri popular

Avatar Gabriella Licia -
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Três médicos envolvidos no caso do garotinho morto intencionalmente para retirada de órgãos foram a julgamento, na última quinta-feira (28), em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, após mais de 20 anos do ocorrido.

A vítima tinha dez anos, no ano 2000, quando sofreu uma queda do décimo andar, no prédio em que morava em Poços de Caldas, no Sul do estado.

Após o acidente, Pavesi teve um traumatismo craniano e algumas escoriações e precisou ser levado com urgência ao hospital.

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O crime

No hospital, os médicos que ficaram responsáveis por ele, percebendo a gravidade da situação, e visualizando um potencial doador de órgãos, acabaram forjando um exame, que constava uma falsa morte cerebral.

Denunciados pelo Ministério Público, investigações começaram a acontecer para desvendar a morte prematura do garotinho.

José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez foram os quatro profissionais suspeitos de cometerem o homicídio doloso qualificado, além de remoção ilegal de órgãos.

Álvaro Ianhez foi desmembrado no processo após solicitar um recurso que ainda não teve julgamento.

Os outros três integrantes do grupo, foram convocados, na quinta-feira (28), a comparecer no 1° Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, onde seria realizado o início do julgamento de ambos.

Antes da sessão, os advogados dos réus tentaram mais uma vez adiar a audiência, que já aguarda uma resposta desde o ano 2000. Por essa razão, houve um atraso no início da conferência.

As testemunhas do caso foram ouvidas por videochamadas, o que levou os advogados, mais uma vez, a questionarem a veracidade dos relatos.

Angústia

Os pais de Paulo Pavesi, em entrevista ao G1, contaram que nunca foram contra as doações dos órgãos do filho, mas afirmam que eles foram destinados a pessoas que não estavam na lista de prioridade para o recebimento.

Eles alegam ainda que as córneas do garotinho foram enviadas à São Paulo a uma pessoa que não constava na lista de espera para realizar o transplante.

Por fim, pedem que a verdade seja esclarecida, após tanto sofrimento.

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