Mais de 100 lojas de roupa que costumavam ficar em shopping são fechadas
Fechamento de lojas ligadas a um conglomerado de marcas revela nova fase do varejo, com espaços maiores, digitais e estratégicos

Mais de 100 lojas de roupa que costumavam ocupar vitrines em shoppings e centros comerciais deixaram de fazer parte da rede global da Inditex, grupo dono de marcas como Zara, Bershka, Massimo Dutti, Oysho, Pull&Bear e Stradivarius.
O movimento, porém, não aponta simplesmente para uma crise das lojas físicas. Na prática, revela uma mudança de estratégia no varejo de moda, que tem trocado unidades menores por espaços maiores, tecnológicos e mais conectados às vendas online.
No ano fiscal de 2025, encerrado em 31 de janeiro de 2026, a Inditex terminou com 5.460 lojas em operação. Um ano antes, eram 5.563 unidades, o que representa uma redução líquida de 103 pontos comerciais.
Mesmo com menos endereços, o grupo não diminuiu sua presença física. Segundo a própria companhia, a área comercial bruta cresceu 5,3% em 2025, enquanto a empresa realizou 190 aberturas e 217 reformas, incluindo ampliações de lojas já existentes.
Assim, em vez de manter várias unidades pequenas e próximas, a empresa passou a concentrar a operação em lojas maiores, localizadas em pontos de alto fluxo. A Zara, principal marca do grupo, lidera esse modelo de integração entre compra presencial e digital.
A tecnologia virou parte central dessa transformação. Caixas de autoatendimento, sistemas de controle de estoque e integração entre loja física e online passaram a fazer parte da experiência de compra. A Inditex afirma que a união entre os canais permite uma jornada omnicanal mais fluida para o cliente.
O avanço do digital ajuda a explicar a decisão. Em 2025, as vendas online da Inditex cresceram 4,8% e chegaram a € 10,7 bilhões.
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