Goiás estuda desenvolver uma rede de proteção à população LGBTQIA+

Pesquisa busca identificar e localizar necessidades, para melhorar atendimento desta população em vulnerabilidade

Augusto Araújo -
Transgêneros e não binários representam cerca de 2% da população o que equivale a 3 milhões de pessoas no país. (Foto: Reprodução)

O estado de Goiás pretende criar uma rede de proteção para amparar a população LGBTQIA+.

A ideia é que, por meio de um levantamento que está sendo realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), sejam criadas políticas públicas regionais voltadas para atender essa população.

São várias as diretrizes inclusas, desde o que tange à saúde quanto à questões de segurança pública e até diminuir a evasão escolar.

Ao Portal 6, o gerente da diversidade Sexual da Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo de Goiás (Seds), Rogério Araújo, disse que boa parte desse público se sente desconfortável ao ser atendidos em determinadas repartições públicas.

Por isso, uma pesquisa por meio do preenchimento de um formulário online, busca identificar estes e outros aspectos  sociodemográficos dos LGBTQIA+ (faixa etária, renda, empregabilidade, localidade, identificação racial, etc).

“A ideia é traçar as principais demandas, ver quais são as deficiências, para apresentar aos gestores dos municípios e construir políticas em determinadas áreas. Tem que conhecer o público. O Estado desconhece quem são os LGBTs locais”, afirma.

A preocupação é mitigar  sofrimento e estreitar o elo com esse grupo. Um ponto importante apontado por Rogério, por exemplo, diz respeito ao ensino.

“Já foi identificado um grande percentual de evasão escolar, especialmente nas mulheres transexuais que acabam abandonando a escola, por não aguentarem mais o bullying sofrido”, explica.

“Precisamos de unidades preparadas para atender ao público, dentro de suas particularidades e diversidades”, conclui Rogério Araújo.

 

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