Multicampeã de Taekwondo, goiana conquista medalha inédita para Brasil em torneio internacional

"Sentimento de dever cumprido", disse Daniele Costa em entrevista para o Portal 6, ao relembrar trajetória nas artes marciais

Augusto Araújo -
Daniele Barros Costa, goiana de 33 anos, conquistou medalha inédita para o Brasil em Mundial de Taekwondo. (Foto: Arquivo Pessoal / Daniele Barros Costa).

Seis vezes campeã goiana. Quatro vezes ganhadora do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil de Taekwondo Poomsae. Medalha de bronze nos jogos Pan-Americanos de 2021.

Este é o currículo de Daniele Barros Costa, goiana de 33 anos que acabou de ganhar uma medalha inédita para o Brasil no Campeonato Mundial de Poomsae, realizado na Coreia do Sul.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por CBTKD (@cbtkd.oficial)

Junto com as cariocas Carolina Coutinho e Cátia Esteves, elas conquistaram o bronze no torneio, lugar mais alto já atingido por equipes brasileiras acima de 30 anos na competição internacional.

Ao Portal 6, Daniele, que nasceu em Goiânia, explicou que tem uma longa trajetória com as artes marciais, mas que só começou a competir por volta de 2018.

“Minha mãe é dona da academia Fitness Sport Center, que fica ali no Jardim Goiás [em Goiânia] e eu comecei a treinar lá desde criança. Fiz dança, natação, mas foi o Taekwondo que me fez apaixonar mais”.

“Aí eu fiz até a minha adolescência e parei quando fui fazer vestibular. Depois que eu me formei como arquiteta, fiz pós-graduação, foi quando eu voltei a praticar, porque eu tinha o sonho de ser faixa preta”, detalhou.

Daniele Costa também atua como arquiteta. (Foto: Reprodução).

No entanto, após alguns meses treinando, foi a mestra de Daniele quem recomentou que ela fosse participar de competições. “Ela disse que eu levava jeito para a coisa”, relembrou.

Assim, a arquiteta foi subindo degrau por degrau até entrar na seleção brasileira em 2019. “Todo ano a equipe é renovada e, para participar dos torneios internacionais, tem que ganhar os campeonatos a nível nacional”, pontuou.

Desde então, Daniele integrou o grupo convocado em todos os anos, chegando ao Mundial na Coreia do Sul em 2022.

Ao subir no pódio com as companheiras de Poomsae, a goiana afirmou ter sentido uma sensação indescritível.

“Dá um arrepio. Eu me senti muito feliz, orgulhosa, um sentimento de dever cumprido. Venho me preparando há muitos anos, mantendo uma rotina de treinamento, com personal trainers. Foi bem legal ver que todo esse esforço fez efeito e eu consegui ter resultados”.

Poomsae

Embora o Taekwondo seja um esporte olímpico, apenas os combates são realizados no torneio clássico que reúne esportes dos mais diversos.

Daniele, por sua vez, explicou ao Portal 6 que a modalidade na qual ela disputa é bem diferente, sendo julgada por outros critérios.

“Podemos dizer que o Poomsae é parecido com a ginástica olímpica. A avaliação é feita por nota, com base em uma sequência de movimentos que temos que fazer”.

“São vários os critérios considerados pelos árbitros, como precisão na execução dos movimentos, expressão de energia, velocidade, ritmo. São muitos anos para amadurecer os movimentos”, complementou.

Para evoluir na arte marcial e conciliar com a carreira de arquiteta, a goiana afirmou que possui um cotidiano bastante corrido.

“É bem complicado. Geralmente eu treino à noite e acabo tendo que sacrificar os momentos de lazer. É uma rotina muito cheia, pesada”, pontuou.

No entanto, mesmo com a conquista do Bronze – que foi apenas a sexta medalha para o Brasil na história do Campeonato Mundial – Daniele apontou que não deve dar fim à trajetória dela na arte marcial.

“Pretendo continuar sim, e trabalhar nos meus pontos fracos. Ainda tem muita coisa para melhorar e a experiência é muito importante na modalidade que eu disputo”, destacou.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.