Teste do pezinho ampliado não deve chegar tão cedo em Goiás

APAE Anápolis é responsável por distribuir material via SUS em todo o estado e ainda não há estimativa de quando a região será contemplada

Lucas Tavares -
APAE Anápolis é responsável pela distribuição do teste no estado. (Foto: Reprodução)

Um Projeto de Lei (PL) que aumenta de seis para 53 o número de doenças detectáveis no teste do pezinho está em vigor desde maio deste ano. Apesar disso, esmagadora maioria não tem acesso ao novo instrumento.

Referência em triagem neonatal e em doenças raras para o estado de Goiás e todo o Centro-Oeste, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Anápolis (APAE) é uma das unidades que ainda tem carência para garantir a ampliação.

Desde 2001, com habilitação dada pelo Ministério da Saúde, a instituição é a única a fazer o teste do pezinho do Sistema Único de Saúde (SUS) para os 246 municípios goianos.

Agora, com a possibilidade de ampliar o número de patologias diagnosticadas, Marcos Zucchetti, coordenador do Ambulatório Multidisciplinar Especializado (AME) da APAE, espera que, nos próximos anos, o novo teste já possa ser oferecido.

“Mais diagnósticos poderão ser feitos, 53 patologias é um número bastante expressivo. Contudo, isso não acontece de uma vez, é feito em etapas”, explicou ao Portal 6.

“Não é algo que vai acontecer da noite para o dia, que vai começar a diagnosticar todas as doenças. Eu acredito que seja bem rápido, em dois ou, no máximo, quatro anos”, continua.

Apenas o estado de São Paulo e o Distrito Federal já possuem as novas avaliações na rede pública de saúde. De acordo com Marcos, ainda não há uma estimativa de quando as outras regiões serão contempladas.

“Não foi publicada a portaria por parte do Ministério da Saúde. Então, os serviços de referência não estão obrigados a fazer o teste do pezinho ampliado pelo SUS, até porque não há uma previsão orçamentária para isso”, disse.

Após a publicação, segundo o coordenador, seria necessário ainda um financiamento, já que os exames não são baratos. “É preciso viabilizar isso”.

Diagnóstico precoce

O teste do pezinho já é conhecido por grande parte dos brasileiros, principalmente por aqueles que já tiveram filhos. Diante dele, é possível diagnosticar precocemente seis patologias graves.

São elas: Fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, hiperplasia adrenal congênita e deficiência biotinidase.

O processo é rápido, desde o recolhimento do sangue do calcanhar do bebê, até a análise do laboratório, e também vital para o crescimento saudável do recém-nascido.

“Quando diagnosticado, tem uma chance maior de sobrevivência. Tendo um tratamento adequado e a família aderindo ao procedimento, não apenas a chance de sobreviver, mas de levar uma vida melhor”, concluiu Marcos Zucchetti.

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