Por que Pirenópolis é conhecida como Piri? Aqui a verdadeira resposta
Um apelido que revela afeto, história e geografia

Pirenópolis carrega em cada pedra, em cada beco de paralelepípedo, algo que vai além do tempo: um apelido tão curto quanto afetivo: “Piri”, que pulsa na fala dos moradores e encanta quem chega.
Fundada em 07 de outubro de 1727 pelos bandeirantes Manoel Rodrigues Tomar e Urbano do Couto Menezes, com o nome de Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte, a cidade se transformou num verdadeiro relicário colonial, intacto, vivo e generoso com sua própria história.
No final do século XIX, em 1890, a cidade ganhou seu nome atual, Pirenópolis, uma homenagem à Serra dos Pireneus que a cerca “a Cidade dos Pireneus”, nome sugerido em 1873 pelo padre Antônio Justino Machado Taveira e oficializado posteriormente.
A serra, por sua vez, ganhou esse nome por imigrantes espanhóis (provavelmente catalães) que, por saudade ou semelhança, lembraram os Pireneus europeus.
Por que Pirenópolis é conhecida como Piri? Aqui a verdadeira resposta
Mas e o apelido “Piri”? Ele nasce da simplicidade e da intimidade. É assim que moradores e visitantes se referem à cidade, abreviação carinhosa que torna a pronúncia leve como a brisa da serra.
Segundo o site Casa de Doda, “Carinhosamente chamada de Piri por seus habitantes, acabou se tornando a Piri dos visitantes!”. O Correio Braziliense reforça: o nome oficial é uma homenagem geográfica, mas “o apelido carinhoso ‘Piri’” se enraizou pela familiaridade do cotidiano.
A força desse diminutivo não é apenas linguística: é simbólica. Quando alguém diz “vou para Piri”, sente-se convidado a um ritual de afeto coletivo, a cidade se desnuda do formal e se entrega como um abraço, com as ruas de pedra, casarões coloniais, as cachoeiras e as festas populares.
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Folha de S. Paulo aponta que o nome Pirenópolis surgiu por causa da serra dos Pireneus e que, por ser usado de forma carinhosa, “Piri” reflete exatamente esse laço afetivo entre o lugar e seus frequentadores.
Toda essa história, o nome oficial nascido da geografia, o apelido nascido do coração, nos faz perceber que Piri é muito mais do que uma abreviação: é identidade, é histórias contadas em rodas de prosa nas ladeiras, é a versão íntima de uma cidade que já foi palco de mineração, berço da imprensa goiana e protagonista de manifestações culturais como as Cavalhadas e a Festa do Divino Espírito Santo.
Assim, Piri transcende o nome: ela é afeto e pertencimento. É a forma como um destino histórico se torna pessoal, para sempre parte da vida de quem a visita, e, claro, dos que acordam pensando em percorrer suas ruas coloniais, falar baixinho o apelido, e sentir que pertencem a esse lugar chamado Pirenópolis… ou, carinhosamente, Piri.
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