Caso de biomédica desaparecida em Alexânia ganha novos contornos com pistas em computador

Alguns detalhes sobre as últimas horas de Érika antes de desaparecer chamaram a atenção da polícia

Samuel Leão Samuel Leão -
Biomédica Érika desaparecida Alexânia
Biomédica desapareceu após deixar a própria casa. (Foto: Reprodução)

O desaparecimento da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, continua sendo um mistério policial. Sumida desde o dia 1º de novembro de 2025, quando saiu de sua casa em Alexânia, a profissional nunca mais deu notícias, deixando para trás uma série de perguntas sem resposta.

Recentemente, a delegada Aline Lopes, de Corumbá de Goiás, que comanda as investigações, compartilhou ao Metrópoles dados referentes à quebra de sigilo bancário e digital da biomédica.

No entanto, os resultados trouxeram mais dúvidas do que certezas: não houve qualquer movimentação em contas, uso de cartões de crédito ou atividade em plataformas digitais desde o dia do sumiço.

Alguns detalhes sobre as últimas horas de Érika antes de desaparecer chamaram a atenção da polícia. No dia em que foi vista pela última vez, ela realizou transferências bancárias que somaram R$ 10,4 mil para a conta da própria mãe.

Naquela data, ela havia saído com o carro sob a justificativa de comprar ração para o cachorro e preparar o veículo para uma viagem que faria até Jataí, onde visitaria o pai.

Desejo de “sumir no mato”

A investigação avançou sobre o computador pessoal de Érika, onde foram encontradas mensagens reveladoras. Em conversas com amigos, a biomédica teria confidenciado um profundo estado de tristeza e insatisfação com a vida que levava.

Em um dos trechos, ela chegou a manifestar o desejo de desaparecer e “ficar no meio do mato” para não ser encontrada por ninguém.

“Não descartamos nenhuma linha de investigação, mas isso reforçou a hipótese de que foi um afastamento voluntário”, pontuou a delegada Aline Lopes. Apesar dessa possibilidade, o paradeiro de Érika permanece totalmente desconhecido, e a falta de qualquer rastro digital ou financeiro após dois meses de buscas mantém a família e as autoridades em alerta.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil (PC) que busca por qualquer nova pista que possa levar à localização da biomédica.

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Samuel Leão

Samuel Leão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, com passagens por veículos como Tribuna do Planalto e Diário do Estado. É mestrando em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado pela Universidade Estadual de Goiás. Passou pela coluna Rápidas. Atualmente, é repórter especial do Portal 6.

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