Carne bem passada: motivos para você evitar esse hábito e pouca gente sabe, segundo nutricionistas

Preferência comum entre muitos brasileiros, a carne muito bem passada pode esconder riscos à saúde que vão além do sabor e da textura

Layne Brito Layne Brito -
Carne bem passada: motivos para você evitar esse hábito e pouca gente sabe, segundo nutricionistas
(Foto: Reprodução/ Pexels)

Para muita gente, carne boa é carne bem passada. Seja no churrasco de fim de semana ou no prato do dia a dia, a preferência por carnes mais escuras e totalmente cozidas é quase uma regra.

Entretanto, nutricionistas e especialistas em alimentação alertam que esse hábito, aparentemente inofensivo, pode trazer impactos negativos à saúde que pouca gente conhece.

O principal problema está na forma de preparo. Quando a carne é exposta a temperaturas muito altas por longos períodos, como acontece quando fica bem passada ou até levemente queimada, ocorre a formação de substâncias químicas potencialmente prejudiciais ao organismo.

Entre elas estão as aminas heterocíclicas e os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, compostos associados ao aumento do risco de doenças quando consumidos com frequência.

Além disso, o excesso de calor altera a estrutura da carne. As fibras musculares se contraem de forma intensa, o que deixa o alimento mais duro, seco e difícil de digerir.

Segundo nutricionistas, esse processo também reduz a suculência e compromete parte do valor nutricional, já que vitaminas sensíveis ao calor, como algumas do complexo B, podem ser parcialmente destruídas durante o cozimento excessivo.

Outro ponto de atenção é que o consumo frequente de carne muito bem passada tem sido associado, em estudos observacionais, a um risco maior de desenvolver problemas de saúde ao longo do tempo.

Pesquisas indicam uma relação entre o consumo habitual desse tipo de preparo e o aumento do risco de certos tipos de câncer, especialmente quando a carne apresenta partes muito tostadas ou escurecidas.

Do ponto de vista nutricional, especialistas recomendam buscar um equilíbrio. Preparar a carne ao ponto ou levemente menos passada ajuda a reduzir a formação dessas substâncias nocivas, além de preservar melhor o sabor, a textura e os nutrientes. Isso não significa consumir carne crua, mas sim evitar o extremo do cozimento prolongado.

Nutricionistas também reforçam a importância de variar a alimentação, alternando carnes vermelhas com frango, peixe, ovos e fontes vegetais de proteína.

Dessa forma, é possível manter uma dieta mais equilibrada e reduzir possíveis riscos associados a hábitos alimentares repetitivos.

No fim das contas, repensar o ponto da carne pode ser uma mudança simples, mas que faz diferença tanto para a saúde quanto para a experiência à mesa.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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