Nem a Grande Muralha, nem as Pirâmides: NASA revela a única estrutura humana visível a olho nu do espaço
Nem a Grande Muralha da China nem as Pirâmides do Egito podem ser vistas da Estação Espacial Internacional

A NASA confirmou que a Grande Muralha da China e as Pirâmides do Egito não são visíveis a olho nu do espaço. Durante décadas, essa informação foi repetida em livros e programas de TV, mas agora a agência mostrou que é apenas um mito.
De acordo com os cientistas, somente uma estrutura construída pelo ser humano pode ser enxergada sem instrumentos a partir da Estação Espacial Internacional. Ela fica no sul da Espanha e é conhecida como “mar de plástico” de Almería.
Essa região agrícola se destaca por refletir a luz solar com grande intensidade. O brilho é causado por uma imensa área de estufas cobertas com plástico branco, que formam uma mancha clara visível até 400 quilômetros de altitude.
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Mar de plástico que brilha até do espaço
Além disso, o complexo ocupa mais de 40 mil hectares e transformou uma área árida em um dos maiores polos agrícolas da Europa. Ele produz cerca de 3,5 milhões de toneladas de frutas e hortaliças por ano, como tomates, pimentões e pepinos.
O fenômeno foi confirmado em 2007 pelo astronauta espanhol Pedro Duque, que observou a região a olho nu durante uma missão. Depois disso, imagens de satélites, como as do Landsat 9, reforçaram o mesmo resultado.
A NASA explicou que o segredo está na quantidade de luz refletida pelos telhados das estufas. Esse efeito, chamado albedo, faz a superfície brilhar com força e se destacar do terreno ao redor.
Por outro lado, estruturas como a Grande Muralha da China se misturam ao relevo e às montanhas. Já as Pirâmides do Egito só aparecem em fotos feitas com lentes de alta potência, o que impede a observação a olho nu.
O mesmo acontece com outras construções modernas, como as ilhas artificiais de Dubai e a mina de Bingham Canyon, nos Estados Unidos. Elas são visíveis apenas com câmeras e equipamentos profissionais.
Impactos ambientais e curiosidades científicas
O brilho das estufas espanholas também tem impacto ambiental. Segundo pesquisadores, o aumento do albedo reduziu em 10% a temperatura local entre 1983 e 2006. Dessa forma, o fenômeno criou um efeito de resfriamento natural, diferente do que ocorre em áreas próximas.
No entanto, o uso intenso de plástico e água na agricultura da região preocupa especialistas. Há debates sobre reciclagem, descarte e sustentabilidade do modelo, que precisa se adaptar para reduzir os danos ambientais.
A NASA destacou que o mar de plástico de Almería é um exemplo de como a tecnologia humana consegue modificar o planeta de forma visível até do espaço. Ao mesmo tempo, o caso mostra como o avanço agrícola também exige responsabilidade e equilíbrio ambiental.
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