Funcionário de indústria farmacêutica do DAIA é preso por armazenar pornografia infantil
Em entrevista ao Portal 6, delegada Aline Lipes, da DPCA revelou que suspeito era monitorado pela Polícia Civil desde setembro de 2025

A rotina de aparente normalidade de um trabalhador de 31 anos, funcionário de uma das indústrias farmacêuticas do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), foi interrompida nesta quinta-feira (15) por uma operação da Polícia Civil (PC). O homem, que até então não tinha passagens pela polícia, foi preso em flagrante pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) sob a acusação de armazenar material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
O Portal 6 apurou que o suspeito já estava sob o radar das autoridades desde setembro de 2025. A investigação não teve início com uma denúncia comum, mas sim por meio de uma rede de inteligência que ultrapassa as fronteiras do estado.
Em entrevista exclusiva, a delegada Aline Lopes, titular da DPCA, explicou que a localização do indivíduo foi possível graças a um monitoramento tecnológico de ponta.
“Não foi por denúncia, foi através de alerta internacional de que um determinado dispositivo eletrônico estava fazendo download de material pornográfico infantil através da internet. De posse dessa informação, fizemos pedidos judiciais de quebras de sigilo, a fim de identificar a pessoa que estava baixando aquele conteúdo. Após a confirmação, foi feito pedido de autorização judicial para busca e apreensão, e durante o cumprimento do mandado, localizamos no aparelho celular do indivíduo material pornográfico infantil”, detalhou a delegada.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado, os agentes confirmaram a existência de arquivos, entre fotos e vídeos, com conteúdo ilícito.
Apesar do teor do material, a delegada esclareceu que não houve identificação de vítimas diretas ligadas ao homem na cidade, uma vez que o crime consistia no consumo e armazenamento de arquivos baixados na rede mundial de computadores. “Não há determinação de vítima. Ele baixava conteúdos da internet”, explicou.
O que mais impressionou as autoridades foi o perfil social do investigado, que passava despercebido na comunidade e no ambiente de trabalho.
“Ao meu ver, o que chama atenção, é que é uma pessoa acima de qualquer suspeita. Sem nenhum antecedente, com emprego fixo, o que demonstra que pedófilos estão em todos os lugares, vivendo entre nós, sem que ninguém desconfie de nada”, pontuou Aline Lopes.
O homem foi encaminhado para a unidade prisional de Anápolis, onde segue à disposição do Poder Judiciário.
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