Geração Z está perdendo habilidade que a humanidade possui há mais de 5.500 anos
Uso excessivo de telas, inteligência artificial e comunicação digital estão fazendo jovens abandonarem uma das capacidades mais antigas e fundamentais da civilização

Uma habilidade criada há mais de 5.500 anos, responsável por registrar a história, organizar sociedades e transmitir conhecimento entre gerações, está sendo cada vez menos dominada pela Geração Z. Trata-se da escrita manual, prática que surgiu com os primeiros sistemas de escrita da humanidade, como a cuneiforme e os hieróglifos.
Com a popularização de smartphones, computadores, comandos de voz e inteligência artificial, escrever à mão deixou de ser rotina para milhões de jovens — e especialistas alertam que isso pode trazer impactos cognitivos, educacionais e até sociais.
O que está acontecendo com a escrita?
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Estudos recentes mostram que muitos jovens têm dificuldade para escrever textos longos à mão, manter caligrafia legível ou até mesmo assinar documentos sem esforço.
Em alguns países, escolas já reduziram ou eliminaram o ensino sistemático da escrita cursiva, priorizando digitação e recursos digitais.
Embora a tecnologia tenha facilitado a comunicação, ela também diminuiu o contato com o processo físico da escrita — que envolve coordenação motora, memória e raciocínio.
Por que a escrita manual é tão importante?
A escrita à mão ativa áreas do cérebro ligadas à memória, atenção, compreensão e aprendizado. Diferente da digitação, ela exige maior envolvimento cognitivo, o que ajuda na fixação de informações.
Pesquisas em neurociência indicam que estudantes que escrevem à mão tendem a compreender melhor o conteúdo, organizar melhor as ideias e lembrar com mais facilidade do que foi aprendido.
O papel das telas e da inteligência artificial
O crescimento do uso de celulares, tablets e ferramentas de IA acelerou ainda mais esse processo. Hoje, textos são digitados, corrigidos automaticamente ou até gerados por comandos de voz — o que reduz o esforço mental envolvido na produção escrita.
Além disso, a comunicação rápida por mensagens curtas, emojis e áudios contribui para o empobrecimento da escrita formal e da construção de argumentos mais complexos.
Impactos que vão além da sala de aula
A perda da escrita manual não afeta apenas o desempenho escolar. Ela também interfere na expressão pessoal, na criatividade e na capacidade de concentração.
Especialistas apontam que jovens que raramente escrevem à mão apresentam maior dificuldade para organizar pensamentos e lidar com tarefas que exigem foco prolongado.
Há ainda um impacto cultural: documentos históricos, cartas, diários e registros manuscritos sempre foram parte essencial da identidade humana. Abandonar essa prática significa romper com uma tradição milenar.
É possível reverter esse cenário?
Educadores defendem o equilíbrio. A tecnologia não precisa ser descartada, mas a escrita manual deve continuar sendo estimulada desde a infância.
Atividades como anotações à mão, redações, diários e exercícios de caligrafia ajudam a preservar essa habilidade.
Pais e escolas têm papel fundamental nesse processo, incentivando momentos longe das telas e valorizando o contato direto com o papel e a caneta.
Uma habilidade antiga em risco moderno
A escrita manual sobreviveu a guerras, revoluções e mudanças profundas na história da humanidade. Agora, enfrenta um novo desafio: a era digital. O alerta não é contra a tecnologia, mas a favor do equilíbrio.
Preservar essa habilidade milenar pode ser essencial para garantir não apenas melhor aprendizado, mas também uma conexão mais profunda com o que nos torna humanos.
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