Governo elimina duas disciplinas obrigatórias que eram dadas em escolas públicas

Decreto publicado na Argentina revogou jornadas obrigatórias sobre educação no trânsito e prevenção da violência de gênero no calendário escolar

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
disciplinas obrigatórias retiradas das salas de aulas
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O governo da Argentina decidiu eliminar duas atividades que integravam o calendário das escolas públicas. Como resultado, a medida ganhou repercussão imediata e passou a preocupar especialistas.

Até então, o país tratava essas jornadas como ações obrigatórias, com foco em temas sociais e educativos.

Além disso, o decreto que oficializou a mudança retirou da grade duas jornadas ligadas à educação no trânsito e à prevenção da violência de gênero.

Com isso, as escolas deixam de seguir a exigência legal de promover essas atividades no formato previsto na legislação.

Ao mesmo tempo, as jornadas buscavam orientar estudantes sobre segurança viária e conscientização social. Da mesma forma, elas estimulavam debates sobre respeito, prevenção e proteção dentro do ambiente escolar.

Ainda assim, com o fim da obrigatoriedade, as redes de ensino podem tratar os temas em sala de aula conforme sua própria organização.

O que mudou no calendário escolar

Em primeiro lugar, o governo argentino removeu a exigência legal dessas jornadas e abriu espaço para que cada província decida como trabalhar os assuntos. Portanto, a decisão muda a forma como as escolas organizam atividades além do conteúdo tradicional.

Além disso, a medida diminui a pressão por ações com datas fixas e execução obrigatória. Antes, o modelo exigia planejamento específico e cumprimento formal do calendário. Agora, cada rede ganha mais autonomia para definir o melhor formato.

Ao justificar a mudança, o governo argumentou que pretende reorganizar políticas públicas e evitar sobreposição de programas.

Além disso, a gestão defendeu que as províncias devem definir como tratar essas pautas dentro da educação, já que o país divide responsabilidades com os governos locais.

No entanto, a decisão gerou críticas de setores ligados à educação e aos direitos sociais. Para essas entidades, a escola precisa manter debates constantes sobre violência e segurança.

Por isso, a principal preocupação agora é que os temas percam espaço no cotidiano escolar, principalmente em regiões com menos estrutura para manter ações próprias.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias