No Brasil, quem doa sangue tem direito a atendimento prioritário em filas e guichês de bancos, hospitais e outros serviços

Medida vale mediante comprovante válido e funciona como incentivo para manter os estoques de sangue em níveis seguros

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
doar sangue
Uma lei recente passou a reconhecer um benefício prático para quem realiza um gesto que ajuda a salvar vidas no Brasil (Foto: Reprodução)

Muita gente ainda não sabe, mas doar sangue no Brasil agora garante um direito que facilita a rotina em serviços do dia a dia. Quem doou recentemente pode receber atendimento prioritário em filas e guichês, desde que apresente o comprovante no prazo correto.

A Lei nº 14.626/2023 oficializou a mudança e incluiu os doadores de sangue no grupo com atendimento preferencial em todo o país. Com isso, a regra passou a reconhecer quem contribui diretamente para salvar vidas e manter os estoques abastecidos.

Na prática, o benefício vale em locais que atendem o público, como bancos, hospitais, unidades de saúde e repartições públicas. Para usar o direito, o doador precisa apresentar um comprovante de doação válido por até 120 dias.

Mesmo com a novidade, o doador não ultrapassa todos os outros grupos prioritários já protegidos por lei em atendimentos presenciais. Idosos, gestantes, pessoas com deficiência e quem tem mobilidade reduzida seguem atendidos antes do doador.

Ainda assim, a prioridade do doador vale em relação ao público geral, o que pode reduzir o tempo de espera em serviços. Além disso, a lei permite que o atendimento ocorra em guichê exclusivo ou em chamada preferencial.

Quando o local não tiver fila separada, o atendente precisa chamar o doador logo após a próxima senha da fila comum. Dessa forma, o serviço garante o direito sem parar o atendimento e sem travar o fluxo do local.

A medida também reforça a importância da doação, já que os hemocentros enfrentam queda nos estoques durante feriados e períodos de férias. Por isso, o governo busca incentivar doações regulares e evitar falta de sangue em cirurgias e urgências.

Para evitar constrangimento, o mais importante é guardar o comprovante e apresentar no atendimento sempre que necessário. Assim, o doador confirma o direito com segurança e evita discussão em filas e recepções.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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