O que significa correr com meia azul e por que tantas pessoas estão aderindo

Detalhe aparentemente comum no visual de corredores ganhou um novo significado e vem despertando curiosidade em treinos e provas

Layne Brito Layne Brito -
correr com meia azul
(Foto: Reprodução/Portal6)

Quem corre com frequência já percebeu que a corrida de rua tem suas próprias “regras não escritas”. Algumas são sobre ritmo, outras sobre convivência.

E, nos últimos tempos, um detalhe específico começou a chamar atenção em parques, avenidas e eventos esportivos: a meia azul.

A cor passou a ser interpretada, entre parte dos corredores, como um sinal discreto de que a pessoa está solteira e aberta a conhecer alguém.

A lógica é prática: num ambiente em que todo mundo está em movimento, suando e focado no treino, nem sempre é fácil puxar conversa sem parecer invasivo. A meia azul, então, funciona como uma pista visual que “quebra o gelo”.

O curioso é que o código ganhou força justamente por ser simples. Não exige frase pronta, não depende de abordagem direta e não transforma o treino em balada.

A mensagem é mais sutil: “se você puxar assunto com respeito, eu provavelmente vou ser receptivo”. E isso combina com um cenário em que muita gente está cansada de interações forçadas e prefere conhecer pessoas em contextos naturais.

Ainda assim, quem corre há mais tempo costuma deixar um aviso importante: não é regra oficial. Muita gente usa meia azul apenas porque gosta da cor, porque combina com o tênis ou porque é a meia mais confortável do armário.

Por isso, a interpretação deve ser feita com cuidado. O “código” só faz sentido quando vem acompanhado de postura aberta, como troca de olhares, sorriso, disposição para conversar no aquecimento ou no pós-treino.

Para quem quer aproveitar a ideia do jeito certo, a dica é manter a abordagem no básico.

Perguntar sobre o percurso, comentar uma prova, falar do clima, perguntar sobre o ritmo e desejar bom treino são caminhos simples e educados.

Se a pessoa responde com simpatia, a conversa flui. Se a resposta é curta ou o corredor mostra que não quer papo, o melhor é respeitar e seguir.

No fim, a meia azul virou símbolo por um motivo que vai além da paquera. A corrida deixou de ser apenas exercício e virou também espaço de convivência.

Tem gente que vai pela saúde, outros pela disciplina, outros pela terapia. E, para alguns, existe também a chance de encontrar alguém que está literalmente no mesmo passo.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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