Contracheque maior: novo salário mínimo começa a ser pago a trabalhadores CLT, com mais desconto na folha
Valor reajustado já aparece nos salários de fevereiro, mas descontos obrigatórios reduzem o total recebido no fim do mês

O novo salário mínimo nacional começou a ser pago aos trabalhadores com carteira assinada na folha de fevereiro, referente aos dias trabalhados em janeiro, após entrar em vigor oficialmente no início do ano.
O valor bruto foi reajustado para R$ 1.621, representando um aumento em relação ao piso anterior e garantindo correção inflacionária com ganho real.
Apesar do contracheque mais alto, o trabalhador não recebe o valor integral, já que incidem descontos obrigatórios previstos na legislação trabalhista e previdenciária.
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O principal deles é a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aplicada automaticamente aos empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Quem recebe exatamente um salário mínimo se enquadra na primeira faixa da tabela de contribuição previdenciária, com alíquota de 7,5% sobre o valor bruto.
Na prática, isso representa um desconto aproximado de R$ 121, o que reduz o salário líquido para cerca de R$ 1.499, antes de outros abatimentos eventuais.
Além do INSS, podem ocorrer descontos como vale-transporte, limitado a até 6% do salário bruto, desde que o trabalhador opte pelo benefício.
Nesse caso, o valor líquido mensal pode ficar ainda menor, dependendo do uso do transporte público e das regras adotadas pela empresa.
Não há desconto de Imposto de Renda Retido na Fonte para quem recebe um salário mínimo, já que o valor permanece dentro da faixa de isenção definida pela Receita Federal.
Outros descontos só aparecem se houver benefícios adicionais, como plano de saúde, convênios ou contribuições sindicais autorizadas.
O reajuste do salário mínimo também influencia diretamente benefícios atrelados ao piso nacional, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, abono salarial e o Benefício de Prestação Continuada, ampliando o impacto da correção sobre a renda de milhões de brasileiros.
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