Quem recebe um salário mínimo em Anápolis compromete quase 40% da renda só com alimentação, mostra pesquisa
Pesquisa realizada pelo Procon analisou os preços de itens essenciais da cesta básica, comprovando que os anapolinos estão sentindo no bolso o peso das compras

Quem vive com um salário mínimo em Anápolis tem sentido no bolso o peso das compras do dia a dia. Um levantamento recente do Procon mostrou que quase 40% da renda mensal de um trabalhador é comprometida apenas com a alimentação básica no município.
A pesquisa foi realizada entre os dias 02 e 04 de fevereiro de 2026 e analisou os preços de itens essenciais da cesta básica, incluindo alimentos, produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza. O objetivo foi orientar os consumidores e incentivar a comparação de valores antes das compras.
Para o estudo, equipes do Procon visitaram seis supermercados localizados em diferentes regiões da cidade. Durante a coleta realizada no Rota da Economia, Bontelo, Carrefour, Ville Fort, Atende Mais e Pérola, foram avaliados os menores e maiores preços praticados para cada produto, além da média encontrada no período.
O item com a maior diferença de valor foi o sabão em pó de 800 gramas. No supermercado Atende Mais, o produto era vendido por R$ 3,99, enquanto no Ville Fort chegava a custar R$ 11,39, uma variação de 185%.
Outros produtos de consumo frequente também apresentaram diferenças expressivas entre os supermercados. Macarrão espaguete, batata inglesa, banana prata e sabão em barra registraram variações que ultrapassaram os 100%, reforçando a importância de pesquisar antes de comprar.
De acordo com os dados apurados, o custo médio da cesta básica individual em fevereiro foi de R$ 639,45. Considerando o salário mínimo vigente de R$ 1.621, o gasto representa 39,4% da renda mensal destinada apenas à alimentação básica.
Em relação a janeiro, quando a cesta custava R$ 623,35, houve um aumento de R$ 16,10 no valor médio.
O Procon orienta que, no momento das compras, os consumidores observem atentamente informações como preço, peso, quantidade, marca e possíveis divergências entre o valor anunciado nas prateleiras e o cobrado no caixa.
Em caso de suspeita de irregularidades ou práticas abusivas, denúncias podem ser feitas diretamente ao órgão ou pelos canais oficiais da Prefeitura de Anápolis. A pesquisa completa, com a tabela de preços e o relatório técnico, está disponível para consulta no site do município.
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