Alerta de novo golpe: consumidores brasileiros recebem produtos sem ter comprado
Golpe consiste em enviar encomendas com tecnologia na embalagem que levam vítimas a sites falsos para roubar seus dados

Receber uma encomenda inesperada pode parecer apenas um erro de entrega. Mas um novo golpe tem colocado consumidores em alerta justamente por usar um elemento cada vez mais comum no dia a dia.
Criminosos estão enviando produtos que não foram comprados, associados a grandes plataformas de comércio eletrônico, como Amazon, Shein, Mercado Livre e Shopee.
Nas embalagens há instruções que prometem fornecer detalhes do pedido ou até uma suposta devolução para quem não quer ficar com o item, e assim os bandidos conseguem o que quer.
- Bobby Flay, chef e jurado internacional: “A maioria tempera a carne de menos; os restaurantes usam muito mais sal e tempero do que as pessoas imaginam”
- Rich Handel, especialista em lavanderia: “Sabão demais não deixa a roupa mais limpa; ele acumula na máquina e, com o tempo, pode estragar o aparelho”
- Carlos Mendes, técnico em refrigeração: “A água que pinga do ar-condicionado nem sempre deve ser jogada fora; dá para reaproveitar”
A armadilha aparece quando a vítima escaneia um código QR Code que leva a páginas falsas, onde o consumidor acaba informando dados pessoais ou bancários diretamente aos golpistas.
Esse tipo de crime explora a confiança do consumidor e a pressa da rotina, quando a pessoa tenta resolver rapidamente um “problema” que não causou.
O que fazer ao receber uma encomenda que você não pediu
Um detalhe que chama atenção é que a encomenda pode chegar com nome completo e endereço da pessoa, o que aumenta a sensação de legitimidade e reduz a desconfiança inicial.
O conteúdo dos pacotes pode variar bastante: há relatos de livro, carregadores e até roupas. No que se pode observar, não há um “padrão” de produto que facilite identificar o golpe apenas pelo item recebido.
O mais recomendado a fazer, além de não escanear QR Codes nem clicar em links sugeridos, é procurar diretamente os canais oficiais da empresa que supostamente enviou o produto, assim como conferir suas contas e e-mails registrados nos sites oficiais da mesma.
O que dizem as empresas citadas
Sobre os casos, a Amazon afirmou que não solicita taxas, pagamentos extras ou informações pessoais fora do site oficial. Também orienta que, em caso de dúvida, o cliente acesse diretamente sua conta na plataforma. A gigante americana foi a única, até agora, que se manifestou.
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