Novos radares em rodovias brasileiras passam a multar motoristas por uso de celular e falta de cinto

Tecnologia mais avançada começa a mudar a forma como infrações são identificadas no trânsito brasileiro

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Radares com inteligência artificial já multam motoristas por uso de celular e falta de cinto no Brasil; entenda como funciona a nova fiscalização.
(Foto: Governo de Goiás)

Você pode até achar que já conhece bem como funcionam os radares nas rodovias brasileiras. Afinal, durante anos, eles ficaram conhecidos basicamente por flagrar excesso de velocidade.

Mas, nos últimos tempos, algo começou a mudar  e muita gente ainda nem percebeu.

Isso porque a tecnologia usada na fiscalização evoluiu de forma significativa. Agora, além de medir velocidade, novos sistemas conseguem analisar o comportamento do motorista com muito mais precisão.

E é justamente aí que está o ponto de atenção.

Radares agora identificam muito mais que velocidade

Os chamados radares com inteligência artificial já estão em funcionamento em diversas regiões do Brasil. Com o uso de câmeras de alta resolução e softwares avançados, esses equipamentos conseguem identificar infrações que antes passavam despercebidas.

Entre elas, estão atitudes comuns, mas extremamente perigosas, como usar o celular ao volante ou dirigir sem cinto de segurança.

Esse tipo de fiscalização já ocorre em mais de 10 estados. Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, um único radar registrou mais de 20 mil infrações em um ano.

Como funciona a tecnologia na prática

Diferente do modelo tradicional, o sistema não apenas registra imagens. Ele analisa, em tempo real, o comportamento dos motoristas por meio de inteligência artificial.

Quando identifica uma possível irregularidade, o sistema sinaliza a ocorrência para um agente de trânsito. Portanto, a tecnologia atua como um “filtro inteligente”, destacando situações suspeitas.

Multa não é automática: há validação humana

Apesar da tecnologia avançada, a multa não é aplicada automaticamente. Ou seja, um agente precisa confirmar a infração antes de registrar a autuação.

Esse detalhe é fundamental, porque garante mais segurança jurídica ao processo. Além disso, a notificação deve informar que houve uso de tecnologia na identificação da infração.

Quais infrações esses radares conseguem detectar

Com a evolução dos sistemas, a fiscalização ficou mais ampla. Hoje, os radares com inteligência artificial conseguem identificar:

  • Uso de celular ao volante
  • Falta do cinto de segurança
  • Comportamentos considerados perigosos

Dessa forma, o foco deixa de ser apenas a velocidade e passa a incluir atitudes que também aumentam o risco de acidentes.

O que muda para os motoristas

Na prática, a principal mudança é simples: ficou mais difícil escapar da fiscalização.

Além disso, como os equipamentos funcionam de forma contínua e com alto nível de precisão, a tendência é que o número de autuações aumente — especialmente para infrações que antes eram pouco flagradas.

Portanto, mais do que nunca, dirigir com atenção e seguir as regras deixa de ser apenas uma recomendação e passa a ser essencial para evitar multas e garantir segurança no trânsito.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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