Governo implementa lei proibindo a criação de galinhas ao ar livre

Mudança atinge criadores domésticos e produtores comerciais em meio a alerta sanitário crescente.

Layne Brito Layne Brito -
lei proibindo a criação de galinhas
(Foto:Reprodução/Pexels/@WillKirk)

A criação de galinhas soltas no quintal é uma prática comum em áreas rurais e pequenas propriedades. No entanto, em momentos de alerta sanitário, esse modelo tradicional pode representar risco para a saúde animal e para a produção agrícola.

Por isso, o governo da Estônia decidiu implementar uma lei que proíbe temporariamente a criação de galinhas ao ar livre em todo o território nacional.

A medida foi adotada como estratégia preventiva para reduzir o risco de disseminação da gripe aviária, doença que preocupa autoridades sanitárias em diversos países europeus.

A regra vale exclusivamente para a Estônia, onde a decisão tem alcance nacional e deve ser cumprida por criadores comerciais e domésticos.

Outros países europeus podem adotar medidas semelhantes, mas cada governo define suas próprias restrições de acordo com a situação sanitária local.

A nova regra determina que aves domésticas devem permanecer em ambientes fechados ou protegidos por estruturas que impeçam o contato com aves silvestres.

A decisão ocorre em um momento de maior vigilância sanitária, especialmente devido à circulação de aves migratórias, consideradas um dos principais vetores do vírus.

Com a proibição, criadores tanto comerciais quanto domésticos ,precisarão adaptar seus espaços para manter as galinhas confinadas ou em áreas totalmente cercadas.

A medida busca impedir que aves de criação tenham contato com pássaros selvagens, reduzindo o risco de contaminação.

Além do confinamento, autoridades reforçam recomendações como controle rigoroso de alimentação e água, higienização de equipamentos e restrição de acesso às áreas onde as aves são mantidas.

A gripe aviária é uma doença altamente contagiosa entre aves e pode causar prejuízos significativos à produção.

Quando há registros ou risco elevado de circulação do vírus, governos costumam adotar medidas preventivas para evitar surtos em granjas e criações familiares.

Na Estônia, a decisão foi tomada como forma de antecipação, evitando que casos isolados evoluam para um problema de maior escala.

A mudança atinge especialmente pequenos produtores e criadores domésticos que mantinham galinhas soltas como parte de uma prática tradicional.

A adaptação pode exigir investimentos em infraestrutura e mudança no manejo das aves.

Por outro lado, autoridades defendem que a prevenção é essencial para proteger a produção nacional e evitar impactos mais severos na cadeia de abastecimento.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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