Fim da escala 6×1: como fica a situação das pessoas que trabalham no comércio

PEC para o fim da escala 6x1 aprovada na CCJ do Senado prevê redução gradual da jornada para 36 horas semanais, sem corte salarial

Gustavo de Souza -
Fim da escala 6×1: como fica a situação das pessoas que trabalham no comércio
(Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil)

A discussão sobre o fim da escala 6×1 avançou no Congresso e já impacta diretamente quem trabalha no comércio. A proposta prevê a redução da jornada máxima semanal e, na prática, elimina o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso.

O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ainda precisa passar pelo Plenário e pela Câmara dos Deputados. Ou seja, nada mudou por enquanto — mas o cenário pode se transformar nos próximos meses.

O que prevê a PEC aprovada na CCJ

A proposta em análise no Congresso Nacional estabelece a redução gradual da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais. A transição seria escalonada ao longo de alguns anos.

No primeiro momento, a carga cairia para 40 horas semanais. Depois, haveria reduções progressivas até atingir 36 horas.

O texto prevê que essa diminuição ocorra sem redução salarial. Com menos horas semanais, o modelo 6×1 deixa de ser viável como regra geral.

Como fica quem trabalha no comércio

O comércio é um dos setores que mais utilizam a escala 6×1 para garantir funcionamento contínuo, especialmente aos sábados e domingos.

Com a redução da jornada e a exigência prática de dois dias de descanso semanal, as escalas precisarão ser reorganizadas.

Na prática, modelos como 5×2 ou combinações alternativas tendem a substituir o 6×1. A definição exata dependerá de acordos e convenções coletivas firmadas entre sindicatos patronais e trabalhadores.

Cada estado ou município pode ter regras específicas negociadas em convenção coletiva. Por isso, o impacto pode variar conforme a região.

O que ainda precisa acontecer

Apesar da aprovação na CCJ, a PEC ainda precisa ser votada em dois turnos no Plenário do Senado. Depois, seguirá para análise na Câmara dos Deputados, também em dois turnos.

Somente após aprovação completa e promulgação a nova regra passaria a valer. Até lá, a escala 6×1 continua permitida conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Caso o texto seja mantido, empresas terão prazo de adaptação para reorganizar turnos e equipes. Para os trabalhadores do comércio, a principal mudança será o aumento do tempo de descanso semanal, sem previsão de redução salarial.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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