O que significa preferir comida salgada em vez de doce, segundo a psicologia

Mais do que uma simples questão de paladar, a preferência por alimentos salgados pode refletir como o cérebro processa prazer, memória e recompensa

Isabella Victória -
O que significa preferir comida salgada em vez de doce, segundo a psicologia
(Imagem: Ilustração/IA)

Na hora de escolher a comida entre um pedaço de bolo e uma porção de batata frita, há quem não pense duas vezes antes de optar pelo salgado.

Enquanto muitos associam o doce ao prazer imediato, outras pessoas simplesmente não sentem tanta atração por ele. Mas essa preferência vai além do paladar.

De acordo com especialistas em nutrição e psicologia do comportamento, a inclinação por sabores salgados pode estar relacionada a uma combinação de fatores biológicos, emocionais e experiências acumuladas ao longo da vida.

Não se trata de uma característica “estranha” ou fora do padrão — é apenas uma forma diferente de o cérebro interpretar o prazer.

O cérebro também escolhe

Pesquisas na área da alimentação indicam que cada pessoa possui uma sensibilidade específica aos sabores.

Essa diferença tem relação com aspectos genéticos e neuroquímicos, que influenciam como o cérebro reage aos estímulos de recompensa.

Em termos práticos, isso significa que certos alimentos ativam sensações mais intensas de prazer em algumas pessoas do que em outras.

Para quem prefere o salgado, o cérebro pode responder de forma mais satisfatória a esse tipo de estímulo.

A influência das primeiras experiências

As preferências alimentares começam a ser moldadas ainda na infância.

O contato repetido com determinados sabores, os hábitos familiares e as emoções associadas às refeições ajudam a construir o que será considerado “confortável” ou prazeroso.

Se experiências positivas estiveram mais ligadas a alimentos salgados, é natural que essa escolha se fortaleça ao longo do tempo.

Prazer, recompensa e saciedade

Do ponto de vista psicológico, a comida não envolve apenas gosto, mas também sensação de recompensa e saciedade.

Optar pelo salgado pode refletir uma relação mais funcional com a alimentação, na qual o foco está na sensação de satisfação física, e não necessariamente na busca por estímulos açucarados.

Estudos na psicologia da alimentação também sugerem que as preferências podem dialogar com traços comportamentais, como a busca por novidade ou padrões específicos de consumo — mas isso não define a personalidade de maneira rígida.

Preferência não é rótulo

Especialistas reforçam que escolher salgado em vez de doce não determina caráter nem identidade.

As preferências podem mudar ao longo da vida, variando conforme contexto cultural, estado emocional e estilo de vida.

No fim das contas, a escolha entre doce e salgado revela a interação entre biologia, memória e comportamento — uma combinação única que faz parte da individualidade de cada pessoa.

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Isabella Victória

Estudante de Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO no Portal 6. Atua na produção de conteúdo otimizado para a web, com interesse em curiosidades, comportamento, tendências digitais e temas do cotidiano, sempre com uma abordagem leve, clara e informativa.

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