Conta de energia: quanto custa deixar o ar-condicionado ligado por 2, 5, 8 ou 10 horas por dia, segundo especialistas
Simulação revela o impacto real do uso diário do aparelho na fatura de luz e ajuda a entender quando o conforto começa a pesar no orçamento

Nos dias mais quentes do ano, o ar-condicionado deixa de ser luxo e vira aliado do bem-estar.
No entanto, o problema surge quando o alívio térmico aparece refletido na conta de energia.
Afinal, quanto custa manter o aparelho ligado por algumas horas todos os dias?
Um levantamento técnico ajuda a responder essa dúvida com números claros — e, surpreendentemente, menos assustadores do que muitos imaginam.
Durante o verão, é comum recorrer ao ar-condicionado para amenizar o calor intenso, especialmente em ambientes fechados.
Por isso, para quem busca equilíbrio entre conforto e economia, entender o consumo do equipamento se torna essencial antes de decidir por quanto tempo deixá-lo funcionando.
Uma simulação divulgada pela ‘IstoÉ Dinheiro’ analisou diferentes cenários de uso diário do ar-condicionado e, assim, estimou o impacto mensal direto na conta de luz.
O estudo foi conduzido por Romenig Magalhães, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Gree, uma das principais fabricantes do setor.
Como a simulação foi feita
A análise considerou um modelo split residencial, indicado para ambientes entre 12 m² e 18 m², com consumo anual estimado de 362,6 kWh.
Além disso, o cenário térmico adotado foi de temperatura externa média de 35 °C e interna de 27 °C, com o aparelho ajustado entre 24 °C e 25 °C — configuração bastante comum no dia a dia.
Outro ponto essencial foi a tarifa média de energia elétrica considerada: R$ 1,04 por kWh, em um mês padrão de 30 dias.
A partir desses dados, portanto, chegou-se a um consumo aproximado de 0,174 kWh por hora de funcionamento.
Quanto o ar-condicionado pesa no bolso
Com base nessa simulação técnica, o custo mensal varia conforme o tempo de uso diário do aparelho.
Assim, quanto maior o número de horas ligadas, maior será o impacto na fatura.
Veja os valores estimados:
2 horas por dia
Consumo: 10,4 kWh/mês
Custo médio: R$ 10,80
5 horas por dia
Consumo: 26,1 kWh/mês
Custo médio: R$ 27,10
8 horas por dia
Consumo: 43,8 kWh/mês
Custo médio: R$ 44,00
10 horas por dia
Consumo: 52,2 kWh/mês
Custo médio: R$ 54,30
Dessa forma, é possível perceber que o uso prolongado aumenta gradualmente o valor final, embora os números mostrem que o impacto pode ser administrável quando planejado.
Por que o valor pode variar na vida real?
Ainda que a simulação ajude bastante, o custo final pode mudar.
Afinal, diversos fatores influenciam diretamente no consumo.
Entre eles estão:
- potência do aparelho e eficiência energética (selo Procel, tecnologia inverter ou não);
- tamanho do ambiente e nível de isolamento térmico;
- temperatura configurada (quanto mais baixa, maior o esforço do compressor);
- quantidade de pessoas no cômodo e incidência de sol;
- tarifa da sua região e eventuais bandeiras tarifárias.
Portanto, embora os valores sirvam como referência, cada residência pode apresentar resultados diferentes.
Uso consciente faz diferença
Os números mostram que o impacto do ar-condicionado na conta de luz pode ser menor do que se imagina — desde que o uso seja planejado.
Por exemplo, alternar períodos ligados e desligados, manter portas e janelas fechadas e ajustar corretamente a temperatura são estratégias simples que ajudam a manter o conforto térmico sem sustos no fim do mês.
Além disso, configurar o aparelho entre 23 °C e 25 °C costuma oferecer equilíbrio entre eficiência e economia.
No fim das contas, mais do que desligar o aparelho, o segredo está em aprender a usá-lo com inteligência.
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