A fruta mais fedida do mundo: o cheiro é tão insuportável que é proibido em vários lugares do mundo
Seu aroma é tão potente que atravessa portas fechadas e desafia qualquer expectativa sensorial

Considerada por muitos a fruta mais polêmica do planeta, a Durian conquistou o título informal de “mais fedida do mundo” devido ao odor extremamente intenso que libera quando madura.
Originária do Sudeste Asiático, especialmente de países como Tailândia, Malásia e Indonésia, a fruta é presença constante em mercados locais, mas também figura em listas de itens proibidos em hotéis, aeroportos e sistemas de transporte público na região.
O motivo é simples: seu cheiro é descrito por críticos como comparável a lixo orgânico fermentado, esgoto ou alimentos em decomposição.
A explicação para o odor está na química. Estudos publicados em periódicos científicos internacionais identificaram na durian dezenas de compostos orgânicos voláteis responsáveis pelo aroma característico.
Pesquisadores de universidades asiáticas e europeias apontam a presença significativa de compostos sulfurados, moléculas que contêm enxofre, semelhantes às encontradas em cebolas, alho e até gás natural.
À medida que a fruta amadurece, a concentração desses compostos aumenta, intensificando o cheiro. Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang identificou genes associados à produção elevada desses compostos, explicando por que o odor é tão penetrante.
Apesar da fama negativa no Ocidente, a durian é reverenciada em seu território de origem, onde é conhecida como “rei das frutas”.
Culturalmente valorizada, ela é consumida in natura ou utilizada em sobremesas, sorvetes e preparações tradicionais.
A proibição em locais fechados, no entanto, é real: placas vetando a entrada com a fruta são comuns em metrôs e hotéis do Sudeste Asiático, especialmente na Tailândia e na Malásia, como medida preventiva para evitar desconforto coletivo em ambientes climatizados.
Do ponto de vista nutricional, a durian apresenta perfil relevante. Ela é rica em carboidratos, fibras alimentares, vitamina C e vitaminas do complexo B, também contém minerais como potássio e magnésio.
Seu valor energético é superior ao de muitas frutas tropicais, o que a torna alimento denso em calorias. Pesquisas regionais indicam ainda a presença de antioxidantes e compostos bioativos, embora especialistas ressaltem que o consumo deve ser moderado devido ao alto teor calórico.
A dualidade entre rejeição e adoração transformou a durian em fenômeno global gastronômico. Chefs internacionais passaram a utilizá-la em experiências culinárias ousadas, enquanto produtores investem em exportação e melhoramento genético para controlar intensidade do aroma.
Ainda assim, o cheiro continua sendo sua marca registrada, um fator biológico explicado pela ciência, mas que permanece capaz de provocar reações extremas.
Entre a proibição e o prestígio cultural, a durian segue desafiando o olfato e confirmando que, na gastronomia, percepção é tão poderosa quanto sabor.
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