Sem transporte da prefeitura, avô leva neta à escola em carrinho de reciclagem para ela não perder aulas
Com ônibus quebrados e sem previsão de retorno, alunos do Macapá enfrentam dificuldades para chegar à escola
Enquanto os ônibus escolares permanecem parados na zona oeste de Macapá, um avô encontrou uma solução improvisada para garantir que a neta não falte às aulas: levá-la diariamente em um carrinho de recicláveis.
A cena, registrada em fevereiro de 2026, expõe o impacto direto da interrupção do transporte público na rotina de centenas de estudantes.
A situação atinge a Escola Municipal Gerson Trindade, localizada no bairro do Trilho. Segundo relatos da comunidade, dois ônibus responsáveis pela rota apresentam problemas mecânicos, e não há previsão para retorno.
Com mais de 500 crianças matriculadas para o ano letivo de 2026, a unidade enfrenta queda na frequência.
É nesse cenário que Seu Manoel, catador de recicláveis, usa seu carrinho de reciclagem para levar sua neta à escola.
O esforço diário simboliza a tentativa de manter o vínculo da criança com a sala de aula, mesmo diante das dificuldades logísticas.
Moradores da região relatam que as autoridades apenas informaram sobre o problema, mas não deram nenhum prazo para a solução.
O episódio também reacende críticas recentes. Em novembro de 2025, a escola teria ficado duas semanas sem aulas, e mães chegaram a protestar em frente à unidade, cobrando esclarecimentos.
Sem transporte regular e com acesso precário, a rotina escolar no bairro do Trilho depende, hoje, de improvisos — e da disposição de familiares que se recusam a deixar o ano letivo começar com ausências forçadas.
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