Entenda por que supermercados de Goiás podem ter de ficar com as portas fechadas aos domingos
Déficit de mão de obra pressiona setor a rever escala tradicional
O debate sobre o fechamento dos supermercados aos domingos em Goiás ganhou um novo protagonista: a Geração Z.
A proposta em discussão na Convenção Coletiva da categoria prevê o fim da escala 6×1, redução da jornada para 36 horas semanais e duas folgas por semana.
Segundo o sindicato que representa os trabalhadores, a mudança é uma tentativa direta de tornar o setor mais atrativo para jovens — especialmente aqueles que não aceitam mais trabalhar seis dias seguidos com apenas uma folga.
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Hoje, o comércio supermercadista enfrenta dificuldade para preencher vagas em várias regiões do estado.
Em entrevista ao G1, o procurador jurídico do Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Goiás (Secom-GO), José Nilton Carvalho, afirmou que a resistência dos jovens ao modelo atual é um dos principais fatores do déficit de mão de obra.
“Com a redução para seis horas e com fechamento aos domingos, nós vamos atrair essa geração. Queremos contratar não 7 mil, mas até 12 mil trabalhadores no estado”, declarou.
A proposta é manter o funcionamento de segunda a sábado, com fechamento obrigatório aos domingos.
Do lado empresarial, porém, há resistência. Representantes do setor afirmam que o domingo é um dos dias mais fortes para vendas e lembram que muitos consumidores só conseguem fazer compras nesse dia.
A decisão deve ser definida até o fim de março.
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